O Público

O PÚBLICO

Ninho de Víboras

Devastado por uma paixão proibida, e falido, Enrique, diretor teatral, devota-se à montagem de uma versão radicalmente livre de “Romeu e Julieta”, no seu mais íntimo e secreto palco: o mundo dos sonhos. Mas até nesse território, a moral vigente é uma flora infestante, e convocará as devidas instituições para uma insurreição contra o Teatro e os seus degenerados entes.

“Fruto de uma profunda investigação em torno de “O Público”, o Ninho de Víboras apresenta uma nova tradução para este texto maior da dramaturgia universal, a primeira realizada em português a partir do manuscrito sobrevivente. Tentaremos iluminar, sob outros ângulos, o “melhor poema” de Lorca. Comédia surrealista, tragédia autobiográfica, music-hall iconoclasta: “O Público” é, em suma, um gesto político, que reivindica o primado da poesia como ferramenta transformadora da realidade.”
   Karas (dezembro de 2019)

Texto FEDERICO GARCÍA LORCA
Interpretação JEFFERSON OLIVEIRA, DIOGO FOUTO, RITA BARROS, MARIA VILALOBOS, VICTOR CAETANO, CÉSAR MELO, RAFAELA BINBAL, SARA CASTANHEIRA, TOMÁS GOMES
Música ROBERT FRIPP COM ANDREW KEELING, DAVID SINGLETON
Direção Plástica, Guarda-Roupa, Captação Vídeo e Iluminação GABRIEL ORLANDO
Edição Vídeo CÉSAR MELO
Operação de Som CRISTINA GONÇALVES
Adereços, Operação de Vídeo LUÍS PINHO
Tradução, Dramaturgia, Encenação KARAS
Produção NINHO DE VÍBORAS
Apoios SOCIEDADE FILARMÓNICA INCRÍVEL ALMADENSE, TEATRO EXTREMO, ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA BAIRRO DE SÃO JOÃO (SOBREDA DE CAPARICA), ATELIER GABRIEL ORLANDO
Subsídios CÂMARA MUNICIPAL DE ALMADA, FUNDAÇÃO GDA 

Karas

Licenciado em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa. Fez a sua formação em Teatro com Yolanda Alves (Teatro de Papel), Etelvino Vázquéz (Teatro del Norte, Espanha), José Peixoto (Teatro da Malaposta), Theodoros Terzopoulos (Attis Theatre, Grécia), Paulo Filipe Monteiro (UNL), Fadhel Jaibi (Familia, Tunísia), Jean-Guy Lecat (Bouffes du Nord, França), Marcia Haufrecht (The Actor’s Studio, EUA), Peter Stein (Schaubühne, Alemanha), Luís Miguel Cintra (Teatro da Cornucópia) e Hajo Schüller (Familie Flötz, Alemanha); em Dança Contemporânea com Peter Michael Dietz, Shane O’Hara, Howard Sonenklar, Cláudia Dias e José “Bóris” Silva; e em Cinema, com Suso Checci D’Amico, Paulo Filipe Monteiro e José Vieira Marques. Trabalha continuamente como actor desde 1987. Em teatro, foi dirigido por Yolanda Alves (Teatro de Papel), Miguel Clara Vasconcelos (Teatro Não), João Garcia Miguel (OLHO), Michel Simonot (Théâtre de l’Archipel), Theodoros Terzopoulos (Attis Theatre), Paulo Filipe Monteiro (Novo Grupo/ Teatro Aberto), Eduardo Condorcet (Ninho de Víboras) e João Branco (MINDELACT) – entre outros. Foi também intérprete de coreografias de Shane O’Hara, Mónica Trüninger e Cláudia Dias. Traduziu peças de Juan de la Cruz, Oscar Wilde, Heiner Müller, T. S. Elliot, Rafael Spregelburd, Alberto Luengo e Federico Garía Lorca. Escreveu textos dramáticos para os espetáculos “Entevistem-me Urgentemente”, “Trânsitos”, “Pupa”, “Ubíquo”, “Mystério!” e “Escamas”. Fundou em 1996 a companhia almadense Ninho de Víboras, onde exerce funções de encenador, ator e produtor executivo. Desde 2016, colabora como intérprete, dramaturgista, produtor, pedagogo e assistente da direção no projeto “Sete Anos Sete Peças”, de Cláudia Dias (Alkantara), com o qual se tem apresentado extensamente pela Europa.

O Ninho de Víboras é uma associação cultural criada em 1996 por um coletivo de artistas com formações e percursos distintos, que partilham entre si um conjunto de valores éticos e estéticos. A sua área de intervenção privilegiada é o concelho de Almada. As suas realizações, de natureza multidisciplinar, têm-se manifestado nas áreas do Teatro, Dança, Música, Artes Plásticas e Audiovisuais, organizando também ações de formação, conferências e debates. Os trabalhos do Ninho de Víboras dão primazia à comunicação franca e clara com os espectadores, à provocação e à subjetividade, procurando aprofundar o diálogo com a sociedade e cultura portuguesas.

©Fotografia LUÍS ANICETO

TEATRO

2021 | JUN 1O a 13

QUI A SÁB – 19H30
DOM – 16H30

AUDITÓRIO

12€ | DESCONTOS APLICÁVEIS 

15O MINUTOS [COM INTERVALO]

M/12

PARTILHAR