Function ou a Função

FUNCTION OU A FUNÇÃO

Projecto Ruínas

Um pequeno escritório ou departamento onde dois homens desempenham por turnos uma função inútil qualquer, daquelas que os novos tempos tornaram obsoleta. Uma noite, o funcionário do turno de dia aparece. Traz uma mulher consigo. A visita torna-se permanente. A mulher toma conta da casa, faz umas mudanças, e o local de trabalho entra em autogestão. Os funcionários batem-se por causa das mudanças e porque a inutilidade da função tem de ser defendida. Os conflitos entre o velho mundo e o novo, as relações de poder, a resistência à mudança e o novo normal, o individualismo, são o pano de fundo de “FUNCTION”. A ideia principal do projeto anda à volta de um local de trabalho onde se funcionava de uma certa forma, pré-covid19, mas que perdeu a utilidade e está a ser desmantelado. O roteiro que servirá de base para o trabalho de improvisação e devising, assenta em três personagens e um conflito central, e passa-se num pequeno escritório ou departamento onde dois homens desempenham por turnos uma função inútil qualquer, daquelas que os novos tempos tornaram obsoleta. Os conflitos entre o velho mundo e o novo, as relações de poder, a resistência à mudança e o novo normal, o individualismo, são o pano de fundo de “Function”. Queremos fazer um espetáculo que reflita sobre os temas de uma forma leve, mas com uma carga sensorial intensa, trazendo à tona os conflitos e o mundo interior das personagens. Numa outra leitura, “Function” é uma alegoria que projeta uma sociedade futura (ou presente), onde as relações entre as personagens se organizam de uma forma quase pós-humana, em que se limitam as interações, o toque, as características de uma certa humanidade que se tornou impossível: uma distopia.

Conceção e Encenação FRANCISCO CAMPOS
Interpretação CATARINA CAETANO, ANGEL FRÁGUA E FRANCISCO CAMPOS
Desenho de Luz NUNO PATINHO
Espaço Cénico NUNO BORDA DE ÁGUA
Ambiente Sonoro JOÃO BASTOS
Figurinos ANDREIA ROCHA
Registo e Edição RODOLFO PIMENTA
Grafismo MIGUEL ROCHA
Produção CATARINA CAETANO E INÊS ABRUNHOSA / PROJECTO RUÍNAS

Francisco Campos nasceu em Lisboa, em 1969. Estudou Arqueologia na Faculdade de Letras, e Teatro no I.F.I.C.T. e na École Philippe Gaulier, em Londres, e em Paris. Estreou-se em “Grupo de Vanguarda” de Vicente Sanches, no Grupo de Teatro de Letras, onde ainda trabalhou Goldoni, Brecht, e Gil Vicente. Em 1994, estreou-se profissionalmente em “Miscelânea” de Garcia de Resende, sob a direção de Rogério de Carvalho, na Culturgest. Encenou pela primeira vez em 1995 o espetáculo “O Passeio de Buster Keaton e outras histórias”, de Lorca, e fundou a Real Companhia o Mosquito. Trabalhou autores como Lorca, Tomeo, Dylan Thomas, Camões, William Blake, Luiz Pacheco, Philip Ridley, etc. Trabalhou com diversos encenadores e criadores, como Ávila Costa, Rogério de Carvalho, Lúcia Sigalho, João Lagarto, Sandra Faleiro, Madalena Vitorino, Filipa Francisco, Ana Nave, Luís Assis, Pedro Wilson, Bruno Bravo, António Olaio, Alexandre Lyra Leite, Mário Trigo, Rafaela Santos, Romulus Neagu, etc. No Brasil, trabalhou com Leonardo Medeiros, Regina França, e Nilton Bicudo. Lecionou vários workshops, sobretudo sobre a técnica Buffons, no Porto, Montemor-o-Novo, Serpa, Évora, Faro. Foi professor de Interpretação no curso de formação de atores da Universidade Moderna. Ultimamente, participa predominantemente em espetáculos de autor e cocriações. É fundador do Projecto Ruínas com sede em Montemor-o-Novo, com Susana Marques e Sara Machado da Graça, para o qual criou de raiz vinte e cinco espetáculos e onde trabalha como autor, encenador e ator.

Catarina Caetano nasceu em 1985, em Lisboa. é Mestre em Teatro – especialidade Arte do Ator (2009) e Licenciada em Teatro pela Universidade de Évora (2007) Em 2007 iniciou a sua vida profissional e, desde então, tem trabalhado em inúmeros projetos como actriz, produtora e formadora, nomeadamente com o Projecto Ruínas, Trimagisto Associação Cultural e Teatro d’As Entranhas. O foco do seu trabalho como actriz prende-se com a pesquisa corporal e treino do ator. É também nesse sentido que frequenta vários workshops e formações, nomeadamente nas áreas das potencialidades do corpo em cena, da dança, das artes circenses, técnica clown, entre outras. No seu percurso cruza-se com nomes como Madalena Vitorino, Nicolau Antunes, Cristina Carvalhal, Miguel Seabra, André Gago, Ricardo Moura, Sérgio Grilo, Moncho Rodriguez, Renato Ferracini, Ana Cristina Colla, Manuel Pureza e Lorenzo Degl’Innocenti.

Angel Frágua nasceu em Madrid, em 1972. Inicia estudos teatrais em 1989 no Curso de Formação de Atores de Alcalá de Henares, dirigido por Fernando Calatrava e Luis Blat. Entre 1995 e 1997 estuda na Escola de Teatro Ana Vazquez de Castro, metodologia Jacques Lecoq. Em 1998 – Curso de Teatro Contemporâneo, dirigido por Luis Blat. Entre 1997 e 2000 recebe aulas de Técnica Feldenkrais, lecionadas por Luis Blat. Em 2008 – Curso de Clown, lecionado por Antón Valen. Em 2013 – Formação sobre o Jogo e o Texto Shakespeariano com Luis Blat; e Curso de Esgrima Artística, orientado por Miguel Andrade Gomes. Em 2014, workshop de Máscara Neutra com Hernan Gené. Trabalha nas companhias Mutación, Teatro del Finikito, A Trancasy Barrancase Yllanaem Madrid, Espanha. Em Portugal, trabalha na Jangada Teatro entre 2001 e 2003 onde integra o elenco de três espetáculos e encena outros dois. Em 2004 funda a Peripécia Teatro onde cria e participa até 2017 em doze espetáculos e um filme. Em 2017 cria um espetáculo a solo: “StandDown”, a partir de dois contos de Félix Albo, com encenação de Mara Correia e produção da Inquieta – comunicação e produção cultural. Colabora desde 2009 com os Clarinetes Ad Libitum como orientador de cena e luminotécnico. Leciona cursos de Jogo Teatral, Mimo e Pantomima, Clown, entre outros.

TEATRO

2O21 | DEZ 15 a 18

QUA A SÁB – 21HOO

AUDITÓRIO

1O€ | DESCONTOS APLICÁVEIS 

75 MINUTOS

M/12

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