Florival, O Pequeno Pastor [Ciclo Trás-Os-Montes]

FLORIVAL, O PEQUENO PASTOR [CICLO TRÁS-OS-MONTES]

Urze Teatro

Florival é um menino inocente e curioso, que vive em perfeita harmonia com a Natureza, acompanhado pelas ovelhas que pasta por entre as montanhas e vales. Ao longe, ele vê a cidade que lhe provoca interrogações, e é uma personagem enigmática, que nos lembra um Cogumelo, que lhe traz as respostas às perguntas espontâneas: — As aves batem as asas para voar — tem de ser! Então porque é que os aviões não precisam de as bater?

O ambiente familiar, com a sua Mãe sempre certa no que diz e pronta para o mimar, o seu Tio resmungão e cheio de bondade, e uma realidade onde descobrimos soluções pela Magia, caracterizam um ambiente idílico que nos faz perceber que vale a pena acreditar que somos capazes de viver respeitando a Natureza.

“O Pastor Florival e o Cogumelo Sabichão” é um texto inédito da autoria de A. M. Pires Cabral, em resposta ao desafio da Urze Teatro ao escritor. O resultado é o espetáculo Florival – O Pequeno Pastor, que conta com a experiência do Teatro e Marionetas de Mandrágora, unindo literatura, marionetas e atores, num universo centrado no imaginário poético.

Texto A. M. PIRES CABRAL
Encenação e adaptação dramatúrgica FILIPA MESQUITA
Interpretação e Manipulação GLÓRIA DE SOUSA, ISABEL FELICIANO e FÁBIO TIMOR
Assistência à Encenação CLARA RIBEIRO
Conceção plástica e execução das marionetas ENVIDE NEFELIBATA e CLARA RIBEIRO
Música e Sonoplastia PAULO ARAÚJO
Desenho de luz FILIPA MESQUITA e URZE TEATRO
Ilusionismo ORIMAR SERIP
Apoio à criação TEATRO DE MARIONETAS DE MANDRÁGORA
Design gráfico e registo fotográfico PAULO ARAÚJO
Operação técnica RICARDO TOJAL
Produção executiva MADALENA MARQUES
Apoio à produção FELISBELA PINTO
Fotografia FILIPA MESQUITA

URZE TEATRO
Em novembro de 2000 dava-se início ao projeto artístico Urze Teatro, designação comum da Cenários e Enredos Associação, com a estreia do espetáculo «O Rei Imaginário», de Raul Brandão. Fundada pela atriz Glória de Sousa e pelo encenador Fábio Timor, que desde aí partilham a direção artística, a companhia mantém uma atividade ininterrupta assente numa estrutura profissional, que resumidamente se poderia também traduzir em alguns números: 48 criações (17 das quais dirigidas à infância) e 1.292 representações realizadas para um total acumulado de mais de 147 mil espectadores, de Norte a Sul do País.

Atualmente a Urze é constituída por uma equipa de cinco profissionais: a atriz e instrumentista Glória de Sousa; o encenador, ator e cenógrafo Fábio Timor; a atriz e figurinista Isabel Feliciano; a atriz e produtora Madalena Marques; e o músico e técnico de som Ricardo Tojal.

Ainda que sem se deixar enclausurar esteticamente, a Urze foi sempre assumindo influências artísticas contemporâneas e explorando regularmente a aparente contradição entre minimalismo e expressionismo. Dir-se-ia que, no percurso artístico da companhia, o minimalismo está para o espaço cénico como o expressionismo está para a interpretação. Paralelamente, as propostas para a infância foram sempre dando corpo a outro pilar importante da estratégia identitária.

Nesse percurso artístico, destacam-se os espetáculos (direcionados ao que se pode chamar um público adulto): “Alguém cá dentro”, de José Carretas; “À espera de Godot”, de Samuel Beckett; “A lição”, de Eugène Ionesco; “Gernika”, de Fernando Arrabal; “Rosas de Sangue”, de Fábio Timor; “No rasto de Miguel Torga”, adaptação e dramaturgia de Pompeu José.

Dos espetáculos direcionados à infância destacam-se: “A guerra do tabuleiro de xadrez”, de Manuel António Pina; “A moura encantada”, de António Cabral (obra escrita propositadamente para a Urze); “O mandarim Fi-xú”, de José Vaz; “A fada Oriana”, de Sophia de Mello Breyner Andresen; “Florival – o pequeno pastor” (a partir do texto “O pastor Florival e o cogumelo Sabichão”, de A. M. Pires Cabral).

Ao longo do seu trajeto a Urze tem investido muito na relação com diversas entidades, em particular equipamentos culturais e escolas da região, com base em propostas artísticas diferenciadoras, (com destaque para o Município de Vila Real). Trajeto esse feito não só de bons e grandes momentos, mas também dos momentos mais difíceis a que a companhia conseguiu sobreviver e da capacidade de resistência que daí foi resultando, procurando uma relação com públicos específicos da cidade de Vila Real e da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, a pensar não na maioria, mas em diversas minorias, se possível muitas minorias, e no caminho menos fácil de chegar até elas, que o mesmo é talvez dizer: fazendo serviço público.

TEATRO DE MARIONETAS PARA A INFÂNCIA

OUT 17 e 18

SÁB – 16H30
DOM – 11H00 

SALA EXPERIMENTAL

8€ [ADULTO] 6€ [CRIANÇA] | DESCONTOS APLICÁVEIS

50 MINUTOS

M/6

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