Eu nunca vi um helicóptero explodir

EU NUNCA VI UM HELICÓPTERO EXPLODIR

de Luísa Pinto

Numa casa no campo, por via da pandemia da covid-19, um homem e uma mulher têm de escrever em conjunto uma peça de teatro. O que na vida de todos os dias não ousariam dizer um ao outro, alimenta a escrita, esbatendo fronteiras entre fantasia e realidade. No palco, pessoas filmadas evocam perplexidades e interpelam os atores. E o diálogo conjugal, cómico ou simplesmente cruel, redime-se numa rotina criativa propiciada pela mudança da cidade para a aldeia. Que casal será este, afinal? O que veem nele os novos vizinhos e até os amigos do passado? A que lugar pertencem esse homem e essa mulher: à aldeia onde se reencontraram ou à cidade onde se conheceram? E como poderão escrever sobre isso, juntas, duas pessoas com impulsos criativos e métodos de trabalho tão distintos – ela que escreve para dizer o que pensa, ele que escreve para perceber o que sente?
Em fundo, a pandemia é vivida com especial dramatismo nos grandes agregados populacionais. O mundo debate-se com todos os géneros de restrições à liberdade, e a vida passa a ser vivida nos ecrãs. Um tempo assustador e fascinante, embora nem por isso para aquele casal – o confinamento sempre foi o seu modo de vida. Mas, a reboque desse privilégio, vem também a inquietante sensação de se viver à margem da realidade… Uma reflexão sobre a evolução de um casamento, as rivalidades sobre as quais ele pode disputar-se, os desejos e as frustrações em jogo; o gesto criativo, os seus diferentes métodos e motores e a medida de conciliação a que é possível aspirar; os desafios de uma epidemia única em mais de cem anos e a vertigem daquilo a que chamámos aldeia global. Teatro, cinema, radio, televisão, internet – eis um espetáculo que cruza todas essas linguagens.

Texto CATARINA FERREIRA DE ALMEIDA E JOEL NETO
Encenação LUÍSA PINTO, NUMA COCRIAÇÃO COM ANTÓNIO DURÃES
Interpretação ANTÓNIO DURÃES, FILIPA GUEDES, RUI DE NORONHA OZORIO, LUÍSA PINTO, CONSTANÇA ANTUNES E A PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DO JORNALISTA FERNANDO ALVES
Crónicas Sinais (TSF) FERNANDO ALVES
Música LUÍS BETTENCOURT
Espaço Cénico LUÍSA PINTO
Figurinos COMPOSIÇÃO COLETIVA
Criação e Operação Vídeo RUI CARVALHO
Luz BRUNO SANTOS
Fotografia de Cena PAULO PIMENTA
Assistente de Produção CLÁUDIA PINTO
Apoio TSF
Coprodução NARRATIVAENSAIO-AC, CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO E CÂMARA MUNICIPAL DE ANGRA DO HEROÍSMO

©Fotografia de capa PAULO PIMENTA

TEATRO

2O22 | MAR O5

SÁB – 2OH3O

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9O MIN

M/14

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