Da plateia para o palco

DA PLATEIA PARA O PALCO

Metamorfose – Centro de Divulgação Artística

Num duelo carinhoso com o público, a Frente Casa dá voz à ação. Um espetáculo onde o espectador é confrontado com as suas próprias ações e com os pensamentos de quem o conduz e assiste todas as noites. Uma Frente Casa. Uma entre tantas outras. Uma que sonha com as ínfimas possibilidades de cada noite. Uma que procura surpreender-se todos os dias com cada espetáculo. Sentada numa qualquer plateia de um qualquer teatro. Declama Shakespeare enquanto espera pelos primeiros espectadores, decora falas de outros autores, dá passos de dança, imaginando o Lago dos Cisnes ou lê a programação. Espera muito, ela, pelo início dos espetáculos, pelas pessoas, pelo fim dos espetáculos, pelas pessoas. Por hoje é tudo, não tem mais público no teatro. Um olhar sobre as reações, as vontades e os contratempos de quem assiste aos movimentos do seu público. Uma observação peculiar sobre a plateia e as pessoas que a ocupam, ao invés do que acontece em palco. Trazer da plateia para o palco todas as situações embaraçosas, os pensamentos de quem acompanha o espectador ao seu lugar, as alucinações de quem chega atrasado para ver um espetáculo e as preocupações constantes com o que pode acontecer com um sem número de pessoas é o que dá forma a esta criação.

Texto MARIA ALVES
Encenação CARLOS ALVES
Consultoria Artística e Assistência de Encenação MARGARIDA ABRANTES
Interpretação CARLOS ALVES, MADALENA FLORES, MARIA ALVES
Desenho de Luz MANUEL ABRANTES
Música ao Vivo FOQUE
Produção e Comunicação JOANA RODRIGUES
Apoio à Criação e Residência Artística METAMORPHOSE – CENTRO DE DIVULGAÇÃO ARTÍSTICA

Margarida Abrantes A dança consigo nasceu e de Lisboa para o Alentejo efervesceu. Em 1972, iniciou os seus estudos em Dança Clássica com Luna Andermatt. Participou em cursos de formação de professores de Dança Clássica, na Companhia Nacional de Bailado, em 1982 e 1983. Em 1985, obtém o Diploma Artístico (Elementar) da Royal Academy of Dancing. Entre 1984 e 1988, trabalhou com Michel e Mónica Lapa (Sapateado); Clara Andermatt e Ana Macara (Dança Jazz); Helena Coelho (Dança Clássica e Dança Moderna); Carlos Caldas e Ulrike Caldas (Dança Clássica) e Águeda Sena (Expressão Dramática). Em 1994, finalizou a Licenciatura em Dança pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, onde trabalhou também com Helena Coelho, Anna Mascollo, Ruth Silk, Ana Macara, Lúcia Marta e João Afonso. Em 1999, obtém o grau de Mestre em Performance Artística – Dança, pela Faculdade de Motricidade Humana. Produtora, coreógrafa e intérprete do Grupo de Teatro OPSIS em METAMORPHOSE, desde 1998. Atualmente leciona a disciplina de Movimento, no Curso Profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação, no Agrupamento de Escolas André de Gouveia.

Carlos Alves Da linha de Cascais se aventurou a viajar por um mundo que o conquistou. Presidente da Associação Metamorphose – Centro de Divulgação Artística, e Diretor Artístico e intérprete no Grupo de Teatro Opsis em Metamorphose, desde 1998. É Licenciado em Teatro, pela Escola Superior de Teatro e Cinema, no Curso de Formação de Atores e pelo Curso de Estudos de Teatro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Frequentou cursos de expressão dramática, teatro, dança, yoga, mímica, formação de atores, gestão de teatro e dança, e formação para professores de expressão dramática e teatro. Participou com Herbário Montagens em exposições de artes plásticas. Depois dando continuidade ao estudo das artes visuais, fez um curso de expressão plástica na Fundação Calouste Gulbenkian. Exerceu atividade Teatral, como Ator, em Companhias de Teatro, e paralelamente lecionou a disciplina de Expressão Dramática e Teatro, no Ensino Secundário e nas Escolas Superiores de Educação. Atualmente é ator e professor da disciplina de interpretação e diretor do Curso de Artes do Espetáculo – Interpretação, no Agrupamento de Escolas André de Gouveia, Évora.

Maria Alves Nasceu no Campo Grande com muita emoção e talvez por isso os campos alentejanos sejam a sua perdição. Convivendo com o universo artístico desde pequenina, começou a ter aulas de dança desde muito nova e a dar apoio logístico em espetáculos de teatro. Em 2005, estreia-se no Grupo de Teatro OPSIS em Metamorphose como intérprete, no qual permanece até aos dias de hoje. Em 2007, inicia os seus estudos profissionais na Escola Profissional de Teatro de Cascais, no curso de atores, prosseguindo, depois, a sua formação na Escola Superior de Teatro e Cinema, na Licenciatura em Teatro – Ramo Atores. No ano 2018, terminou o Mestrado em Turismo – Gestão Estratégica de Eventos. No passado ano 2020, deu continuidade à sua formação na World Academy, através do curso de Acting para Câmaras, pois acredita que a aprendizagem é essencial para o desenvolvimento do ator. Trabalhou enquanto intérprete na Bruta Companhia de Teatro, na Lemon Live Entertainment e no grupo de teatro Parada de Elefantes. Neste momento é Frente Casa no Teatro Nacional D. Maria II.

Madalena Flores Alfacinha de gema procura pelos jardins do Jamor o seu ecossistema. Formou-se na Escola Superior de Teatro e Cinema, na Licenciatura em Teatro – Ramo Atores, em 2015. Desempenhou funções como intérprete, integrando o coro do espetáculo “Retrato de Dorian Gray”, em 2014, na Companhia Primeiros Sintomas. Em 2016, realizou o espetáculo “Menos Emergências”, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Fez pequenos trabalhos em Teatro e Publicidade e atualmente trabalha como Frente Casa no Teatro Nacional D.Maria II.

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