Contos de Bordel

CONTOS DE BORDEL

de João Ascenso

O conceito de microteatro, nascido com a criação do Microteatro por Dinero, em Espanha e precursor do Teatro Rápido, em Lisboa (de maio de 2012 a maio de 2014) consiste num formato teatral de representação de microespetáculos com duração inferior a 15 minutos, para plateias reduzidas, apresentados em salas de pequenas dimensões. Um dos elementos caracterizantes do microteatro é a apresentação simultânea de vários microespetáculos, em sessões contínuas.
Os microespetáculos apresentados possuem as características próprias de uma peça teatral tradicional, ou seja, requerem a existência de um guião prévio (micropeça) e de uma encenação uniforme e constante na representação, em cenários onde o público é parte integrante. Pode entender-se que o microteatro está em relação ao teatro mais convencional, como a curta-metragem está para a longa-metragem, no cinema, ou o conto para o romance, na literatura. A intenção é captar a essência de um tema e expressá-la num curto período de tempo, perante um número limitado de espectadores, através de um pequeno número de atores.

Três textos. Três personagens. Três homens com vivências singulares que se cruzam no enredo de um espaço em comum, o bordel, em tempos diferenciados da história, das suas histórias, das suas vidas e afinidades que se revelam no desvendar de cada uma…

Autoria JOÃO ASCENSO
Direção artística PAULO MORGADO E RUY MALHEIRO
Produção RUY MALHEIRO
Design do cartaz LUIS COVAS DESIGN
Fotografias DUARTE NUNO DE VASCONCELLOS 2017

A CANDELÁRIA

[Encenação, interpretação e espaço cénico JOÃO ASCENSO | 15’]
Numa cerimónia seleta, Miguel, um homem comum, confidencia vários aspetos da sua vida. Num Portugal mais cinzento, Miguel cresceu para agradar, esperando sempre que, um gesto, uma respiração, lhe trouxessem um conforto que nunca sentiu. Apagado e amargurado, Miguel esconde em si um fulgor antigo, vivido noutra pele, num outro tempo. Foi outro para ser alguém e perdeu-se no caminho entre uma coisa e nada.

HONORATO, O CRIADO MUDO

[Encenação, interpretação e espaço cénico RUY MALHEIRO | 15’]
Um fiel empregado, desabafa sozinho e revela as dores de quem está ao serviço de uma patroa exigente e implacável. Num tempo que não é o de hoje, Honorato cumpre e obedece, cegamente, às ordens de Odette, a dona de um bordel. A relação de um com o outro, o amor em diferentes frequências que faz com ele, o servo honrado, vá desistindo de existir para que nada falte à mulher que ama.

O SENHOR ESPOSO

[Encenação, interpretação e espaço cénico PAULO MORGADO | 15’]
Um casamento, uma carreira e um nome fazem de Henrique um senhor. “O homem e o seu castelo”. A tradição, a elegância dos bons costumes e a fortuna proporcionam-lhe uma vida perfeita. Mas a vida não é apenas um retrato de família, numa moldura bonita, para exibir aos outros. Existem muitas verdades escondidas que não se devem mostrar. Henrique vai adiando o futuro, recortando memórias que coleciona num álbum. A luta, diária, entre o presente e o passado num “castelo” feito de cartas onde o que sobra do homem é cada vez mais pouco.

TEATRO

JUL 04 e 07

QUI a SAB – 21H30
DOM – 16H30

SALA EXPERIMENTAL

7€ [ADULTO] | DESCONTOS APLICÁVEIS

45 MINUTOS

M/12

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