Beatriz, A Infeliz

BEATRIZ, A INFELIZ

de Leonor Alcácer Produções

Esta é a história de Beatriz, uma jovem e bela mulher, dada em casamento a Bartolo, um abastado proprietário, trinta anos mais velho, um homem mais virado para os negócios e para as viagens do que para a agricultura ou para o amor. Estas proporcionavam-lhe grande prazer, arrancando-o da monotonia da lavoura e da vida conjugal, marcada por uma grande diferença de ardores. Ausentava-se, por isso, frequentemente, deixando a sua jovem esposa muito bem guardada por Generosa, uma velha governanta, e por Cândido um jovem criado, no qual depositava a maior confiança. Certo dia, Bartolo é avisado de que deve partir imediatamente para fechar um negócio altamente lucrativo. Parte, pois, precipitadamente, deixando, como de costume, Beatriz à guarda de Generosa e de Cândido. E é neste momento que começa a história…

«Para falarmos de assuntos sérios e de modo a sermos ouvidos, a comédia é o veículo de excelência. Na Antiguidade Clássica, os gregos já denunciavam os defeitos de caráter e os maus costumes dos Homens, através do riso, transmitindo, nas suas comédias, muitas vezes de forma leve e subtil, mensagens e conhecimentos que faziam refletir acerca de questões que ainda hoje estão longe de serem resolvidas. Esta peça de teatro é uma adaptação livre de “A Bela Beatrice”, sétima novela da sétima jornada de Decameron, a obra-prima de Giovanni Boccaccio, datada do séc. XIV, “… que trata das boas partidas que, para defenderem o seu amor ou se salvarem a si próprias, as mulheres pregam aos seus maridos, conscientes ou não de serem enganados.” Seis séculos decorreram já desde a época de Boccaccio e este texto medieval não espelha uma realidade assim tão longínqua. Eu própria, nascida nos anos 60, conheci bem de perto as regras de conduta sufocantes e castradoras impostas às mulheres, bem como a severidade com que eram tratados quaisquer comportamentos femininos considerados “desviantes” em relação à norma. E estávamos nos anos 60! Não se torna, pois, supérfluo relembrar este passado que, de forma primorosa, bem-humorada e permeada de ironia, Boccaccio nos oferece com a sua Beatriz, um exemplo da mulher capaz de hábil e inteligentemente reverter uma situação que lhe é desfavorável em seu próprio benefício.»

Leonor Alcácer

Texto ADAPTAÇÃO LIVRE DE “A BELA BEATRICE”, SÉTIMA NOVELA DA SÉTIMA JORNADA DE “DECAMERON”, DE GIOVANNI BOCCACCIO
Adaptação do Texto MÁRIO FEDELE
Tradução VIRGÍNIA GONÇALVES
Encenação LEONOR ALCÁCER
Assistência à Encenação JOÃO BRÁS
Interpretação BRUNO SOARES, JOÃO BRÁS, LEONOR ALCÁCER e MARTA NETO
Cenografia RICARDO SAMPAIO
Desenho de Luz LUÍS VIEGAS
Produção INÊS FAUSTINO
Comunicação SÍLVIA FIGUEIREDO
Fotografia JOSÉ FERNANDES
Design Gráfico GUILHERME PELEJA
Guarda-Roupa INÊS FAUSTINO
Uma Produção LEONOR ALCÁCER PRODUÇÕES

LEONOR ALCÁCER
Licenciada em Estudos Artísticos, variante Artes do Espetáculo na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), Leonor Alcácer nasceu em Alcácer do Sal a 2 de julho de 1961. Tirou o curso de Formação de Atores 1983/85 pela Comuna – Teatro de Pesquisa, sob a orientação do encenador João Mota. Fez vários workshops de Formação e Valorização Profissional, nomeadamente: em 1987 com Polina Klimovstkaya; em 2000 e 2001 com Ronni Stewart; em 2009 com Marcia Haufrecht; em 2012 workshop de Voz e Locução com o Professor Luís Madureira; em 2015 e 2016 na ACT frequentou os workshops de Psicodrama com Tomi Janezic; em 2017 fez uma residência artística com Tomi Janezic; em 2018 participou no Oslo Internacional Acting Festival, Noruega e em 2018 completou a cadeira de Mestrado em Técnica Vocal na ESTC, com Maria Repas.
Iniciou a sua atividade profissional com o espetáculo “O Físico Prodigioso“, adaptação do conto de Jorge de Sena, com a encenação de Almeno Gonçalves. Entre 1987/89 integrou o Grupo de Ação Teatral A Barraca e estreou “O Baile”. Trabalhou com encenadores como: António Feio, António Montês, José Carretas, Adriano Luz, Fernando Gomes, Hélder Costa, Maria do Céu Guerra, Águeda de Sena, Paulo Matos, e Mário Fedele. Participou nalgumas séries de televisão, tais como, “Médico de Família”, “Os Batanetes”, “Espírito da Lei” e nas novelas “Morangos com Açúcar”, “Mar de Paixão”, “Laços de Sangue”, “Os Nossos Dias” e “Vidas Opostas”.
Em dobragens, destacam-se alguns filmes de animação da Warner, Pixar e Disney como “Madagáscar”, “Como Treinar o teu Dragão” 2 e 3, “Cinderela e Alice” e “Rei Leão”, entre outros.
Em 2008, a convite do Instituto Camões, estreou no St. John’s College Auditorium, da Universidade de Oxford em Inglaterra, “Fernando Mil Pessoas Uma Musa e…”, espetáculo integrante da efeméride do nascimento do Poeta com encenação de Mário Fedele, a partir de uma colagem de textos de Fernando Pessoa, cuja produção esteve a cargo do Projeto Cegonha – projeto de ação social, cultural e educacional – que dirigiu e promoveu entre 2007 e 2010, em Alcácer do Sal e no âmbito do qual se realizaram ateliês de caráter formativo, eventos e espetáculos como “A Mostra”, “Amor também de Perdição” e “As Fadas”, tendo este último por base o poema integral de Antero de Quental. Desde essa altura tem vindo a desenvolver quase inteiramente o seu trabalho com textos produzidos por autores de Língua Portuguesa e em diversos tipos de texto que adapta e recria para texto dramático. Encenou juntamente com Ilda Roquete, em 2013, “Serões de Mar”, em 2014 encenou “Celebração” e em 2016 “Reservado”, espetáculo que se mantém em circulação. Encenou em 2018 “Quem matou o paizinho?” para a Companhia da Chaminé. Em 2019, em Castro Verde, orientou e desenvolveu um projeto de teatro SMART com apresentação do espetáculo “Na Ribeira Cantávamos” e tem ministrado workshops de expressão dramática numa base regular

TEATRO

JAN 27 a FEV 07

QUA a SÁB – 21H00
DOM – 16H00

SALA EXPERIMENTAL

8€ | DESCONTOS APLICÁVEIS

70 MINUTOS

M/12

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