ANTIPRINCESAS – ANTÓNIA RODRIGUES

ANTIPRINCESAS – ANTÓNIA RODRIGUES

Cláudia Gaiolas

“No novo espetáculo do ciclo Antiprincesas, estamos no século XVI, tempo das sereias e monstros marinhos, das armaduras e espadas afiadas, dos castelos com altas torres de onde espreitam as princesas… É também o século da jovem Antónia Rodrigues, que deixou a sua pequena vila ao pé do Rio Vouga em busca de uma vida de aventuras. Antónia. António. Antónia? António? António, que enfrentou tempestades numa caravela, conheceu terras distantes, lutou em batalhas ferozes, recebendo condecorações e olhares apaixonados pelos seus atos de bravura. Esta é a extraordinária história de Antónia Rodrigues. António? Antónia? Antónia Rodrigues, uma rapariga à frente do seu tempo: marinheira, heroína de guerra e uma Cavaleira Portuguesa, com certeza.” [Cláudia Gaiolas]

O CICLO foi inicialmente composto por uma série de quatro espetáculos criados por Cláudia Gaiolas a partir da coleção de livros “Antiprincesas” da autoria de Nadia Fink e Pitu Saá, editada pela Tinta da China e pela EGEAC, sobre mulheres que marcaram a história. A pintora mexicana Frida Kahlo, a compositora e cantora chilena Violeta Parra, a militar boliviana de origem indígena Juana Azurduy e a escritora brasileira Clarice Lispector, são mulheres sem coroas, que não viveram em castelos e não tinham superpoderes, mulheres comuns, heroínas na vida real que desafiaram os cânones e revolucionaram o mundo através da arte, literatura ou política.

Em 2O2O, motivada pelo desejo de continuar a homenagear mulheres exemplares e proporcionar aos mais novos modelos femininos alternativos, Cláudia Gaiolas amplia o ciclo com duas novas Antiprincesas. Leonor, Marquesa de Alorna, poetisa consagrada que desafiou o poder político e religioso em busca de justiça e Carolina Beatriz Ângelo, médica, feminista, a primeira mulher a votar em Portugal e uma defensora da democracia e da liberdade.

Foram mulheres lutadoras, independentes e apaixonadas. A evocação destas verdadeiras heroínas vem sublinhar a evidência que a vida não é um «conto de fadas», que vale a pena enfrentar dificuldades e lutar por aquilo em que acreditamos.

Direção CLÁUDIA GAIOLAS
Dramaturgia ALEX CASSAL
Interpretação ALFREDO MARTINS
Cenografia SAULO SANTOS
Figurinos AINHOA VIDAL
Música TERESA GENTIL
Desenho de Luz DANIEL WORM
Bordados ISABELLE YVONNE DEKIEN
Produção Executiva ARMANDO VALENTE
Uma Encomenda SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL E EGEAC – PLANEAMENTO E PRODUÇÃO DE EVENTOS EM COPRODUÇÃO COM O TEATRO MUNICIPAL DO PORTO, TEATRO VIRIATO E TEATRO MEIA VOLTA E DEPOIS À ESQUERDA QUANDO EU DISSER
Apoio LARGO RESIDÊNCIAS

CLÁUDIA GAIOLAS é criadora e intérprete formada na ESTC, e é artista associada do teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser. Foi fundadora do Teatro Praga e trabalhou com diversos coletivos e artistas, como por exemplo Teatro da Garagem, Mala Voadora, Paula Diogo, Tonan Quito, Giacomo Scalisi, André Murraças, Joaquim Horta, Madalena Victorino, Jean-Pierre Larroche, Rui Horta, Clara Andermatt, Martim Pedroso, Àgnes Limbos, Dinarte Branco, Guilherme Garrido, Rui Catalão, Alfredo Martins, Keli Freitas, Raquel André e Alex Cassal. Encenou “A partir de amanhã” (Teatro Maria Matos) e “A Mulher que Parou”, com Pedro Carraca (Alkantara), com textos de Tiago Rodrigues. Encenou “Os Terroristas”, “Solo Doméstico” e “Não sou só eu aqui”, este com Rita Rio (Festival Materiais Diversos). Cocriadora de “TryRomance” (Tryangle, Marselha), “O Grande Livro dos Pequenos Detalhes” (Oi Futuro, Rio de Janeiro) e “As Três Sozinhas”, com Anabela Almeida e Sílvia Filipe (TNDM II).

ALFREDO MARTINS Licenciado em Teatro pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto. Frequentou, ainda o Dartington College of Arts (UK), onde estudou Devised Theatre e Performance. Em 2OO7, participou na 2ª edição do Curso de Encenação de Teatro do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística, ministrado pela companhia Third Angel, sob direção de Alexander Kelly. Em 2OO8/2OO9, realiza um estágio profissional com a companhia Gob Squad, em Berlim. Em 2OO9, foi-lhe atribuída a bolsa do programa Inov-Art, para trabalhar com a companhia Reality Research Center (FIN), com quem desenvolveu o projeto URBANIA. Em 2O1O, foi selecionado para a XIX Edição de La Nouvelle École des Maîtres – curso internacional itinerante de aperfeiçoamento teatral, dirigida por Matthew Lenton. É cofundador e artista associado da estrutura teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser, para a qual dirigiu os espetáculos “Projecto_Banheira” (2OO6), “O Nome das Ruas” (2OO6), “Coisas de Armário” (2OO8), “URBANIA” (2O1O), “Nacional-Material, Paisagem com Argonautas” (2O11), “OZZZZZ” (2O13), “Días Hábiles” (2O17) e “Silent Disco” (2O19). Coordena, desde 2O11, o projeto de envolvimento de públicos “O Público vai ao Teatro”. É colaborador frequente da Má-Criação. Dos projetos desenvolvidos neste contexto destaca “2O’” (2OO8), “Projecto 1O1 / Masako Point” (2OO8), “Learning to Swim” (2O1O), “L-O-V-E” (2O15), “Cidades Invisíveis” (2O16) e “Tiranossauro Rex” (2O17). Trabalha regularmente como intérprete e/ou cocriador com outros artistas, dos quais destaca Stefan Kaegi, Benedetto Sicca, Vera Mantero, Catarina Miranda e Alex Cassal.

© Fotografia ESTELLE VALENTE

TEATRO | ESCOLAS

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