A morte de Abel Veríssimo

A MORTE DE ABEL VERÍSSIMO

O Fim do Teatro

Em 1860, Abel Veríssimo decide voltar a casa, de onde foi expulso oito anos antes. Abel regressa a uma casa em ruínas, onde todos o esperam para continuar a obra do seu pai. Uma família inteira, num Portugal profundo e longe da Europa, onde ser, como se era na verdade, era apenas uma mentira para os mais afortunados. Vivemos, assim, durante duas décadas, a narração de um homem dividido entre o amor aos homens e o amor a Deus, entre a morte do pai e o futuro de uma casa já em ruínas. Na Casa dos Veríssimos, depois da morte do patriarca e do regresso de Abel, o segundo filho, encontram-se e digladiam-se Portugal antigo e a Europa moderna. Ali, naquela casa, Portugal inteiro convive nas verdades, e nas mentiras, em que sempre viveu e em que continua a viver, como país geo-estrategicamente distante dos centros de decisão. Dentro desta casa antiga, uma aspirante a Professora – legitimista e extremamente crente na ideia do Império – um Velho Francês – do exército napoleónico – e o Selvagem – que o acompanha sempre –, uma Rapariga, e um Jovem Ator, lutam pela atenção do nosso herói regressado, que agora deverá tomar as rédeas da continuação da sua família, e da sua terra. “A Morte de Abel Veríssimo” nasce da ideia da superação do herói romântico dos oitocentos. São, desse século, a inserção dos mitos fundadores da modernidade na psique ocidental, e foi deles que se lançaram as bases psicológicas e existencialistas da actual ficção heróica ocidental. 

Texto e Encenação PEDRO SAAVEDRA
Interpretação ANA VILELA DA COSTA, EDUARDO MOLINA, IVONE FERNANDES-JESUS, MÁRIO COELHO, MÁRIO REDONDO, MIGUEL PONTE E TERESA VAZ
Design de Cena SURUMAKI
Figurinos CLÁUDIA RIBEIRO
Música FRED
Desenho de Luz PAULO SABINO
Sonoplastia RUI MIGUEL
Fotografia ANDREIA MAYER
Vídeo DROID-I.D.
Ilustração RUI GUERRA
Assistência de Encenação RAFAEL FONSECA
Execução da Cenografia TIGRE DE FOGO
Execução de Figurinos MARLENE RODRIGUEZ
Adereços LOURDES FERNANDES
Comunicação PATRÍCIA ROQUE
Design SÓNIA RODRIGUES
Autoria PEDRO SAAVEDRA
Projeto Financiado por REPÚBLICA PORTUGUESA – CULTURA / DGARTES
Com o Apoio de CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA – FUNDO DE EMERGÊNCIA SOCIAL – CULTURA
Apoios DIZPLAY, ESCOLA DE MULHERES, HISTÓRIAS PARALELAS, LAMEIRINHO E LARGO RESIDÊNCIAS
Media Partner RADAR 97.8 FM

Pedro Saavedra nasceu em 1976. Formado pela Escola Superior de Teatro e Cinema, fez a licenciatura em formação de atores/encenadores. Estagiou em vários projetos internacionais, de onde se destaca a participação como ator numa produção de “Eimuntas Nekrošius” da École des Maîtres, e como encenador no Instituto Internacional de Teatro del Mediterráneo. Trabalhou como ator em várias companhias de teatro, como a Companhia de Teatro de Almada, o Teatro da Comuna, a Companhia Teatral do Chiado e a companhia argentina Escena Subterranea. Foi assistente de Vlado Repnik em vários projetos na Eslovénia. Foi diretor artístico do projeto PROTO e professor de expressão dramática durante 5 anos. Escreveu e encenou vários textos. Foi colaborador de revistas como a DIF e a Umbigo. Participou em várias telenovelas, séries e filmes portugueses, de onde se destaca a Família Ventura, para a RTP1 e o filme “Snu”, de Patrícia Sequeira. Foi programador do projeto PT Bluestation na estação de metro Baixa-Chiado, em Lisboa. É locutor profissional e dirigiu a Revista Gerador entre 2014 e 2019. Atualmente, dirige a companhia O Fim do Teatro – OF.DT e tem um programa de entrevistas chamado “Maus Exemplos” na RADAR 97.8.


O Fim do Teatro
– OF.DT: criado em 2019, como consequência da apresentação do espectáculo O Fim do Teatro, este coletivo surge da vontade de questionar os fins do teatro. Para que serve? Para onde vai? Como continuar? Ficaram, assim, e desde logo, assentes as bases de um coletivo, herdeiro de contadores de histórias com interrogações de um mundo pós-dramático e de vários e diferentes questionadores que, encontrados na produção de um texto de teatro, nele se reviram nas suas inquietações e aspirações. A criação do espectáculo como meio de encontrar um fim comum, a diferentes gerações e diferentes estéticas, é o seu objetivo, também reproduzido na segunda criação “Os Princípios do Novo Homem” em 2020. “A Morte de Abel Veríssimo” será a terceira criação de Pedro Saavedra para a OF.DT.

©Fotografia ANDREIA MAYER

TEATRO

2021 | JUL 29 a AGO O8

QUI A SÁB – 21HOO
DOM – 16H3O

AUDITÓRIO

12€ | DESCONTOS APLICÁVEIS 

14O MINUTOS

M/14

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