A caminhada dos elefantes

A CAMINHADA DOS ELEFANTES

de Miguel Fragata e Inês Barahona

FESTIVAL SEMENTES | Teatro Extremo

Este espetáculo conta a história de um homem e de uma manada de elefantes. Quando o homem morre, os elefantes fazem uma caminhada misteriosa a sua casa, para lhe prestar uma última homenagem: não era um homem qualquer, era um deles. “A Caminhada dos Elefantes” é sobre a existência, a vida e a morte, e o caminho que todos temos de fazer, um dia, para nos despedirmos de alguém. Um espetáculo que reflete sobre o fim, que é um mistério para todos nós, crianças ou adultos. “A Caminhada dos Elefantes” foi antecedido por um extenso trabalho de pesquisa junto de cerca de 200 crianças com idades entre os 6 e os 10 anos, através da realização de encontros e oficinas. O material recolhido serviu de inspiração e conteúdo para o espetáculo. “A Caminhada dos Elefantes” é um espetáculo que conta a história de um homem e de uma manada de elefantes. Quando o homem morre, os elefantes fazem uma caminhada misteriosa a sua casa, para lhe prestar uma última homenagem: não era um homem qualquer, era um deles. Com conceção, dramaturgia e encenação de Inês Barahona e Miguel Fragata, este espetáculo para crianças e famílias aborda o tema da morte. Foi construído procurando contrariar a infantilização e a efabulação deste tema que é difícil e profundo. Neste espetáculo são apresentados conceitos e ideias sobre o assunto, dando espaço para as crianças analisarem, explorarem e compreenderem a morte de uma forma pessoal e íntima. Na caminhada de criação deste espetáculo foram realizados vários encontros com crianças, entre os 6 e os 11 anos, que foram a ocasião para descobrir e confrontar as ideias que elas têm sobre a morte e sobre como lidar com ela. Foram também recolhidos testemunhos de adultos de diversas áreas profissionais, que responderam à questão “Como explicaria a morte a uma criança de oito anos?”. Todo este processo foi acompanhado, do ponto de vista técnico, por Madalena Paiva Gomes, psicoterapeuta psicanalítica de crianças, adolescentes e adultos. A consultora de “A Caminhada dos Elefantes” acrescenta: ”o espetáculo pretende ser uma caminhada conjunta para um crescimento pessoal, onde através da partilha se vivem e revisitam experiências emocionais de perda, se constroem ou reinventam novos pensamentos, conceitos, significados e ferramentas para conseguir lidar com esses sentimentos.” O espetáculo conta ainda com a consultoria de Elvira Leite para a vertente pedagógica e de Catarina Requeijo, Giacomo Scalisi e Isabel Minhós Martins, para a vertente artística. “A Caminhada dos Elefantes” é um espetáculo sobre a vida e a morte, e o caminho que todos temos de fazer, um dia, para nos despedirmos de alguém. Este é um espectáculo que reflete sobre o fim – um mistério para todos, crianças ou adultos.

Encenação MIGUEL FRAGATA
Texto INÊS BARAHONA
Interpretação MIGUEL FRAGATA
Cenografia e Figurinos MARIA JOÃO CASTELO
Música FERNANDO MOTA
Desenho de Luz JOSÉ ÁLVARO CORREIA
Direção Técnica PEDRO MACHADO
Apoio à Dramaturgia na Vertente da Psicologia MADALENA PAIVA GOMES
Apoio à Dramaturgia na Vertente da Pedagogia ELVIRA LEITE
Consultoria Artística GIACOMO SCALISI, CATARINA REQUEIJO E ISABEL MINHÓS MARTINS
Produção ANA LOBATO E LUNA REBELO / FORMIGA ATÓMICA
Coprodução FORMIGA ATÓMICA, ARTEMREDE – TEATROS ASSOCIADOS, CENTRO CULTURAL VILA FLOR, MARIA MATOS TEATRO MUNICIPAL, TEATRO VIRIATO
Projeto Financiado por REPÚBLICA PORTUGUESA – CULTURA / DIREÇÃO-GERAL DAS ARTES

Miguel Fragata nasceu no Porto em 1983. Estudou no Colégio Alemão do Porto. É licenciado em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Completou o Bacharelato em Teatro na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo. Fundou e dirige com Inês Barahona a Formiga Atómica (FA). Em 2018, estreou o espetáculo “Montanha-Russa” (FA; co-produção TNDMII, TNSJ, Teatro Virgínia e Festival Terres de Paroles, na sua fase de pesquisa, projeto financiado pela DGArtes). Em 2016 concebeu e encenou o espetáculo “Do Bosque para o Mundo” (FA; coprodução São Luiz Teatro Municipal), cuja versão francesa “Au-Delà de la Forêt, le Monde” (2017), foi coproduzida pelo Théâtre de la Ville (Paris) e se encontra neste momento em digressão em França, tendo sido apresentada na 72ª edição do Festival de Avignon (2018). Nesse ano, concebeu e encenou ainda “A Visita Escocesa” (FA; coprodução TNDMII), “Pedro, Pedra e Grão” (coprodução Teatro Viriato) e “A Grande Demonstração de Xilofagia” (Fundação Calouste Gulbenkian – Programa Descobrir). Em 2015 concebeu e encenou os espetáculos “The Wall” (FA; fase de pesquisa financiada pela DGArtes; coprodução TMM, Teatro Municipal do Porto, Teatro Viriato, Teatro Virgínia, CCVF e Centro de Arte de Ovar) e ”O Homem sem Rótulo” (coprodução EGEAC). Em 2013, concebeu, encenou e interpretou o espetáculo “A Caminhada dos Elefantes” (FA; financiado pela DGArtes e coproduzido pelo TMM, Teatro Viriato, CCVF e Artemrede), cuja versão francesa “La Marche des Éléphants” (2016) se encontra em digressão em França e na Bélgica. Em 2013 dirigiu, com Giacomo Scalisi, a 5ª. edição do projeto “Teatro das Compras”, uma produção da EGEAC no âmbito das Festas de Lisboa. Criou e interpretou vários espetáculos que integraram as edições anteriores do mesmo projeto.

Trabalhou como intérprete em espetáculos de Jorge Andrade (Mala Voadora), Madalena Victorino, Cristina Carvalhal, Jacinto Lucas Pires, Catarina Requeijo, Giacomo Scalisi, Rafaela Santos, Vera Alvelos, Bruno Bravo, Diogo Dória, Claudio Hochmann, Pompeu José, José Rui Martins, José Carretas, Gabriel Villela, Agnès Desfosses, entre outros. Em cinema trabalhou com Pedro Palma e Maria Pinto. Desenvolve regularmente projetos de relação entre as artes e a educação, através da criação de oficinas artísticas, visitas encenadas e pequenos espetáculos para diversas instituições. Colabora também com a editora Orfeu Negro, através da criação de leituras encenadas.

Inês Barahona nasceu em Lisboa em 1977. Licenciada em Filosofia e Mestre em Estética e Filosofia da Arte pela Faculdade de Letras (Universidade de Lisboa). Fundou e dirige com Miguel Fragata a Formiga Atómica, sendo co-criadora dos espetáculos “A Caminhada dos Elefantes”, “The Wall”, “A Visita Escocesa”, “Do Bosque para o Mundo” e “Montanha-Russa”. Encenou os espetáculos “A Verdadeira História do Teatro” (2012) para o Teatro Maria Matos e “A Verdadeira História da Ciência” (2013) e “Direito de Autor” (2014) para a Fundação Calouste Gulbenkian. Trabalhou em diferentes domínios da criação, nomeadamente no texto e dramaturgia, com Madalena Victorino (“Caruma” e “Vale”), Giacomo Scalisi (“Teatro das Compras”), Teatro Regional da Serra de Montemuro (“Sem Sentido”), Catarina Requeijo (assistência de encenação ao espectáculo “Amarelo”, texto de “A Grande Corrida” e “Muita Tralha, Pouca Tralha”) e Circolando. Sob a direção de Madalena Victorino, integrou o Centro de Pedagogia e Animação do Centro Cultural de Belém, onde desenvolveu, entre 2005 e 2008, projetos de relação entre as artes e a educação para público escolar, familiar e especializado. Em 2008, desenvolveu para a Direção-Geral das Artes, com Madalena Victorino e Rita Batista, “O Livro Escuro e Claro”, cuja distribuição acompanhou, dando formação a equipas e professores. Colaborou ainda nesse ano na conceção da exposição “Uma Carta Coreográfica” da autoria de Madalena Victorino, para a Direção-Geral das Artes. Integrou a equipa de Giacomo Scalisi, vertentes de Produção e Relação com a Comunidade, na inauguração do Teatro Municipal de Portimão, entre outubro e dezembro de 2008. Dá formação nas áreas da comunicação e escrita para adultos na Fundação Calouste Gulbenkian, Sou – Movimento e Arte, L2G, Circolando e Artemrede.

A Formiga Atómica é uma companhia de teatro, fundada e dirigida por Miguel Fragata e Inês Barahona. As suas criações inscrevem-se em questões contemporâneas e destinam-se a todo o público. Os espetáculos da Formiga Atómica são habitualmente antecedidos por períodos de pesquisa motivados pela questão e/ou públicos que abordam. Entre as suas criações destacam-se “A Caminhada dos Elefantes” (2013), “The Wall” (2015), “A Visita Escocesa” (2016), “Do Bosque para o Mundo” (2016), “Montanha-Russa” (2018) e “Fake” (2020). A companhia circula regularmente pelo território português, mas também francês, belga e alemão, tendo concebido versões francesas de dois dos seus espetáculos, “La Marche des Eléphants” (2016) e “Au-Delà de la Forêt, Le Monde” (2017, espetáculo de abertura Festival de Avignon 2018).

©Fotografia SUSANA PAIVA

TEATRO

2021 | JUN 05 e 06

SÁB – 16H30
DOM – 11H00

CAIXA DO PALCO DO AUDITÓRIO

8€ [ADULTO] | 6€ [CRIANÇA] | DESCONTOS APLICÁVEIS 

50 MINUTOS

M/6

LOTAÇÃO MÁXIMA 50 PESSOAS

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