O SILÊNCIO DE SARAMAGO

O SILÊNCIO DE SARAMAGO

Catarina Câmara 

Aproximando-se o ano do centenário do nascimento de José Saramago (2022), este projeto adquire esse caráter de celebração e pretende manter-se fiel ao espírito do escritor: contar histórias e poderosas narrativas que, através das metáforas encontradas, permitam uma reflexão sobre o humano e sobre as suas circunstâncias.

Convoca-se a infância, utilizando como linguagem o corpo e seu movimento, mas também o texto e tantas outras dimensões criativas que complementam a tarefa de partilhar este universo ímpar da literatura mundial.

O ponto de partida será a interpretação e adaptação das obras “A Maior Flor do Mundo” e “O Silêncio da Água” de José Saramago e acrescentaremos à palavra o potencial comunicativo do corpo, construindo camadas de interpretação que permitam o mergulho no universo literário deste autor, ao mesmo tempo que se reflete e se age sobre as questões contextuais (sociais e ambientais) inerentes aos próprios textos.

Como destino, nomeamos o imprevisível. Através de dinâmicas interativas, as crianças são convidadas a entrar num universo visual em que tudo é feito de papel. A leitura através do corpo no espaço. A exploração dos sentidos e narrativas para o espaço, redefinindo a fronteira do público e do privado, do individual e do coletivo.

Criação e Interpretação CATARINA CÂMARA
Apoio à Dramaturgia AFONSO CRUZ
Cenografia WILSON MESTRE GALVÃO
Desenho de Luz CRISTÓVÃO CUNHA
Música [a definir]
Consultoria Artística SÃO CASTRO E ANTÓNIO M. CABRITA
Produção PLAY FALSE ASSOCIAÇÃO CULTURAL
Coprodução CENTRO CULTURAL DE BELÉM – CCB, TEATRO MUNICIPAL DA GUARDA, AMAC – AUDITÓRIO MUNICIPAL AUGUSTO CABRITA/BARREIRO, CASA DA CRIATIVIDADE/SÃO JOÃO DA MADEIRA
Apoio FUNDAÇÃO JOSÉ SARAMAGO, NO ÂMBITO DO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE JOSÉ SARAMAGO
Apoio a Residências Artísticas ESTÚDIOS VICTOR CÓRDON/OPART, ESCOLA SUPERIOR DE DANÇA, CENTRO CULTURAL DA MALAPOSTA, ESTÚDIO CAB – LISBOA, COMPANHIA OLGA RORIZ

Este projeto é financiado pela Direção Geral das Artes / República Portuguesa – Cultura

CATARINA CÂMARA nasceu em Lisboa. Atualmente encontra-se entre as práticas artísticas, a área da educação e a intervenção social e comunitária. É licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa e em Dança pela Escola Superior de Dança de Lisboa, tendo complementando a sua formação em artes performativas no c.e.m. (centro em movimento), Fórum Dança e Centro Coreográfico La Ranerie – Charleroi Danse (Bruxelas). Fez o curso em Psicoterapia Gestalt pela Sociedade Luso-Espanhola de Psicoterapia Gestalt de Lisboa. Como intérprete destaca a colaboração com a Companhia Olga Roriz, desde 2003. Leciona Dança/Movimento para profissionais de dança, teatro e público em geral. Fez diversas assistências de movimento para teatro e dança: “Arder num Hotel” (2008) e “Play” (2009) de Ushia Vaello, “O Feio” (2016) de Antonio Cafiero, “Anatomia de Otelo” (2016) de Cristina Carvalhal, “Frei Luís de Sousa” (2016) e “Tartufo” (2015) de Rogério de Carvalho, “Sonho de Uma Noite de Verão” (2008) de Claudio Hochman, entre muitos outros. Conta com as seguintes criações artísticas: “De Duas Um” com Maria Belo Costa (Casa dos dias D`água – 2005), “Rosa de Papel” com Luiz Antunes (Salão Nobre do Teatro D. Maria II- 2006), “A Cabra Sou Eu” (CCB – 2009), “Amora” com Félix Lozano (Teatro do Naco – 2011), “Parábolas Para Quê?” (Escola Superior de Dança – 2018), “Príncipes, Heroínas, Amores Impossíveis e Outras Assombrações” (CNB – 2017), estas duas últimas dirigidas a público infantil e juvenil. Desenvolve grande parte do seu trabalho na área da Educação pela Arte tendo integrado diferentes projetos multidisciplinares (Direção Geral de Educação, Fundação Aga Khan e Agrupamento de Escolas Matilde Rosa Araújo – EB1 António Torrado, Projetos de Aproximação à Dança pela Companhia Nacional de Bailado, Pegada Cultural com Causas Comuns – Acordarte, Teatro Ibsen, Escola Luís António Verney, Companhia Paulo Ribeiro e Teatro Viriato). Traduziu (espanhol – português) o livro para crianças “Saudade – Um Conto Para Sete Dias” de Claudio Hochman. Desde 2019 é coordenadora artística e social do CORPO EM CADEIA (projeto PARTIS- práticas artísticas para a inclusão social), apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

AFONSO CRUZ é escritor, realizador de filmes de animação, ilustrador, designer e músico.  Estudou na Escola Secundária Artística António Arroio, nas Belas Artes de Lisboa e no Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira. Publicou mais de trinta livros, entre romances, conto, ensaio, poesia, teatro, não-ficção, e ilustrou outros tantos. Estreou-se no romance em 2008, e publica – em cadência anual – uma coleção difícil de classificar, intitulada “Enciclopédia da Estória Universal” (que tem, até à data, sete volumes publicados). Foi distinguido com diversos prémios, entre os quais, o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, o Prémio Literário Maria Rosa Colaço, o prémio Autores SPA/RTP, o Prémio da União Europeia para a Literatura com o livro “A Boneca de Kokoschka”. “Jesus Cristo Bebia Cerveja” recebeu o prémio Time Out – Livro do Ano e foi o Melhor Livro do Ano segundo os leitores do jornal Público.  Venceu ainda o Prémio Autores para Melhor Livro de Ficção Narrativa, atribuído pela SPA, o Prémio Fernando Namora, o Prémio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil do Brasil (FNLIJ) e o Prémio Nacional de Ilustração. Colaborou regularmente com o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias e continua a escrever mensalmente para o Jornal de Letras, Artes e Ideias, no espaço intitulado Paralaxe. É membro da banda The Soaked Lamb. Recebeu a Medalha de Mérito Cultural da Figueira da Foz.

WILSON MESTRE GALVÃO é natural de Paris (1967) e vive em Lisboa, onde frequentou a Escola de Artes Visuais António Arroio. Formou-se em arquitetura pelo Dep. Arq. ULHT. Ao longo da sua carreira, para além da Arquitetura, tem desenvolvido trabalhos na área do Design de Equipamento, participando em diversas exposições internacionais. Na área da Cenografia fez diversos trabalhos onde teve oportunidade de colaborar com coreógrafos cujas obras visitaram vários palcos mundiais, nomeadamente Sofia Silva, Rita Judas, Vasco Welllenkamp, Rui Lopes Graça, Ana Rita Barata e Pedro Sena Nunes, Xavier Carmo, Henriett Ventura, São Castro e António M. Cabrita. Em 2015 desenvolveu, em parceria com a artista plástica Clo Bourgard, um trabalho escultórico e de instalação.

CRISTOVÃO CUNHA é licenciado em Comunicação Social na ESEV e Comunicación Audiovisual em Salamanca. Começou no Teatro da Academia de Viseu em 1997 e iniciou o percurso profissional no Teatro Viriato em 2000.
Atualmente é diretor técnico das digressões do grupo Dançando com Diferença, Companhia Paulo Ribeiro, Produções Independentes, Jardins Efémeros e Yola Pinto. Tem colaborado em desenhos de luz de vários criadores de dança ou teatro como Paulo Ribeiro, Rui Catalão, Madelena Victorino, Miguel Castro Caldas, Circolando, John Mowat, Romulus Neagu, Filipa Francisco, Víctor Hugo Pontes, Patrick Muryes, Graeme Pullyen, Ferloscardo, Yola Pinto, Emanuela Guaiana, Pieter Michael Dietz, Leonor Keil, Giacomo Scalisi, Jorge Fraga, Sónia Barbosa, Olga Roriz, Eric Moed, Tânia Carvalho, Teatro do Vestido, Teresa Gentil, Amarelo Silvestre, La Ribot para o grupo Dançando com a Diferença, São Castro e António M. Cabrita, entre outros. Colabora pontualmente nas digressões de Marlene Freitas Monteiro. Membro do Cine Clube de Viseu desde 1997. Membro Fundador da associação Ritual de Domingo e atual vice-presidente. Encenador de peças e diretor artístico do Palco para Dois ou Menos desde 2005.

© Fotografia WILSON MESTRE GALVÃO

RESIDÊNCIA

2O22 | JUN 22 a 26
2O22 | OUT 25 a 29

BLACK BOX

Residência artística não aberta ao público

[ESTREIA: O4 e O5 NOVEMBRO 2O22 | TEATRO MUNICIPAL DA GUARDA]

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