ENSAIO PARA A DESORDEM

ENSAIO PARA A DESORDEM

Mente de Cão / Pepa Macua e Juan F. Scotto

Ensaio para a Desordem é uma peça de teatro acrobático que entrelaça circo e ciência para explorar um conceito que revolucionou as bases da física moderna: a entropia. “Isto não é exatamente um espetáculo. É uma experiência, um ensaio que faremos em conjunto”, ouve-se num aviso, enquanto entram as pessoas, convidadas a fazer parte desta exploração.

Durante a experiência performática, dois artistas desdobram uma trama de enunciados e perguntas, através de múltiplas estratégias de jogo, movimentos acrobáticos e manipulação de objetos, transformando o espaço que partilham com as outras pessoas e deixando-se afetar pela constante tensão entre ordem e desordem. É um ensaio inspirado no pensamento científico, que põe em jogo a pergunta: é possível ensaiar a desordem ou é a desordem que nos ensaia a nós?

Uma pesquisa de fundo, apoiada na dramaturgia do movimento e na antropologia teatral, leva-nos a criar uma linguagem de ações físicas e vocais em corpos acrobáticos, capazes de introduzir e reinventar cenicamente teorias e conceitos de caráter científico.
A peça revela tensões e perguntas sobre o tempo e a inquietude humana perante o irreversível e a desordem em crescendo constante, própria de toda a forma de evolução no campo da mente e da matéria.

Cocriação e Interpretação PEPA MACUA E JUAN FRESINA SCOTTO
Encenação GERARDO HOCHMANN
Apoio à Dramaturgia JOANA PUPO
Produção e Comunicação CATARINA SOBRAL
Vídeo e Fotografia BETH FREITAS
Apoio à Criação em Residência e coprodução IBERESCENA
Apoio à Investigação REPÚBLICA PORTUGUESA/DGARTES – PROJECTO SIMPLIFICADO

Apoio da Direcção de Assuntos Culturais do Ministério de Relações Externas, Comércio Internacional e Cultura da Argentina

PEPA MACUA, artista cénica, educadora e gestora cultural argentina especializada em circo contemporâneo e em teatro físico, residente em Portugal desde 2O18. Comunicadora Social com especialização em Processos Culturais pela Universidade Nacional de Entre Ríos (AR). Completa a formação profissional em Circo Contemporâneo no Centro de Artes Circenses e Urbanas da cidade de Santa Fé (AR), especializando-se em equilíbrios. Em 2O14 forma-se em Antropologia Teatral e trabalha em Teatro com Ana Woolf (AR) da ISTA, Internacional School of Theatre Anthropology. Entre 2O16 e 2O17, é artista residente na Escola Nacional de Circo (BR). Em Portugal, trabalha como professora e encenadora de grupos de pessoas com experiências de doenças mentais graves na Associação GIRA (Grupo de Intervenção e Reabilitação Ativa). Colabora como encenadora de grupos de teatro universitário na Faculdade de Psicologia de Coimbra. Cofundadora da Companhia Mente de Cão (2O2O), que tem como eixo a tríade criação, investigação e formação em Teatro Físico, onde cocriou e interpreta A Gravidade de Um Pássaro (2O21) e Ensaio para a Desordem (em criação) e desenvolve a formação O Corpo Decidido. Em 2O21 juntou-se a mais 5 artistas e criaram o grupo Eufémias, com quem produz um festival bianual que desenvolve diversas ações sobre perspetivas de género e identidades, o Festival Eufémia (2O21-2O23). Cocriou e interpreta GRITO, peça coproduzida entre a CEM Palcos e a Mente de Cão. Colabora com várias companhias e escolas em Lisboa, como Companhia da Esquina, Caótica, PIA e Chapitô. Trabalha como DUPLO em produções de TV e Cinema com a Campground Stunts.

JUAN FRESINA SCOTTO, artista e professor argentino especializado em Circo Contemporâneo. Formação superior em Educação Física pelo Instituto Dr. Jorge E. Coll, Mendoza (AR). A carreira nómada levou-o a países como Brasil, México, França, Itália, Portugal, entre outros. Em 2O14, é artista residente na Escola Nacional de Circo do Rio de Janeiro (BR); em 2O16, realiza o terceiro ano de inserção profissional na Scuola di Circo Flic (IT); e em 2O17, o terceiro ano de inserção profissional de Le Lido, Centre des Arts du Cirque de Toulouse (FR). Entre as suas criações, está “Fragiles”, peça encenada pelo artista em Mendoza, Argentina (2O17); “We are not ready”, espetáculo criado em Salto Circus School em Portugal (2O18), criou e interpretou “Qua”, uma peça de circo contemporâneo, e “Poste Vacant”, peça realizada durante sua formação no Le Lido. Apresentou-se em festivais como Avignon, Circa, Bonnefoy, entre outros. É professor desde o início da sua carreira. Após um processo criativo na Argentina, regressou a Portugal para dar continuidade ao desenvolvimento de “2° Movimiento”, obra a solo que interpreta e dirige (2O2O). Em 2O21, foi convidado pela associação Vaca Magra, Lisboa, para participar na criação em residência do “Projecto Suigeneris”. Em 2O22, integra a equipa criativa e técnica da companhia Mente de Cão. Desde 2O23, é intérprete na Companhia Pia, no espetáculo de teatro físico e marionetas “EntreMundos”.

GERARDO HOCHMAN, formou-se como mimo com Ángel Elizondo, como acrobata com Osvaldo Bermúdez, como ator na Escola Municipal de Arte Dramática e como artista de circo na Escola Nacional de Circo de Cuba. Estudou dança e composição coreográfica com Teresa Duggan, Susana Tambutti e Oscar Araíz, e música com Carlos Libedinski. A sua formação interdisciplinar permitiu-lhe dar forma a uma companhia de circo de características peculiares, La Trup, com a qual trabalhou entre 1993 e 1995. Dirige a companhia La Arena, desde 1998, composta por artistas que são simultaneamente acrobatas, atores e bailarinos. Com eles criou “Gala”, “Belas Artes”, “Ronda”, “Fulanos”, “Sanos e Salvos”, “A volta ao mundo”, “Kamuflash” e “Travelling”, espetáculos com os quais ganhou prémios na Argentina e em Espanha.
Trabalha sobre a tensão entre as artes cénicas e os paradigmas do pensamento científico e pertence ao corpo docente investigador da Universidade Nacional de San Martín da Argentina. A apresentação contínua dos seus trabalhos em “Tecnópolis”, feira da ciência e arte da Argentina, e as temáticas desdobradas de suas últimas criações, “DNA, algo de nós”, Leonardo: Trabalho Prático Nro. 1”, “A máquina da criatividade” e “Estudo sobre um corpo improvável”, reforçam este interesse no cruzamento entre as linguagens de cena e a divulgação científica. As diferentes linguagens artísticas (circo, dança, teatro, expressões populares, etc.) são matérias-primas fundamentais no seu trabalho.

JOANA PUPO, mestrado em Teatro/Movimento, ESTC/IPL (2O12), que termina com o projeto “pontos de vista, pontos luminosos, pontos críticos” com orientação de Luca Aprea, com 19 valores. Licenciada em Filosofia, FCSH/UNL (2OO7) com a tese “o ator, o corpo e o sentido” com orientação de José Gil, 2O valores. Curso de Atores do Estúdio Nancy-Tuñon, Barcelona (99 a O2). Inicia a sua formação no T.E.U.C. onde desenvolveu trabalhos na área da criação, edição, produção e direção, entre 96 e 99. Selecionada para a École des Maîtres em 2OO5 por Carlo Cecchi (IT), foi assistente de Pippo Delbono (IT) em 2OO6 e de Enrique Diaz (BR) em 2OO8. Segue o treino de Suzuki e Viewpoints, com a SITI Company de Anne Bogart em NY, desde 2O1O. Esteve no Japão com a Suzuki Company of Toga, em 2O19. Desde 2O21, treina regularmente com Ana Woolf, da International School of Theatre Anthropology. Como atriz, trabalha com diversas companhias como Artistas Unidos, Inestética, Sonoscopia, Teatro Montemuro. Trabalha em Itália com o Teatro Stabile delle Marche e em Espanha com Marta Pazos e Teatro de Cerca, entre outros. Atualmente, tem em cena projetos com Marina Nabais, Sónia Barbosa e Graeme Pullyen/Cem Palcos. Tem desenvolvido criações que interrogam o mundo e a arte a partir do corpo e do movimento, em parceria com o Museu do Teatro, o Centro Cultural Vila Flor, o Teatro do Bairro, entre outros, e com apoios da DGartes, Fundação C. Gulbenkian e GDA. Encena para o Teatro LU.CA “Labor” (2O19) e para a Companhia Caótica “Uma Peça Feliz…” (2O22). Em 2O2O, funda a Companhia Mente de Cão, com Pepa Macua e Catarina Sobral, com quem cria “A Gravidade de um Pássaro” (2O21) e “Todas as Coisas Extraordinárias/Every Brilliant Thing” (em cocriação com Jaime Mears) que estreia no Festival Mental em 2O22. Desde 2O1O, leciona em várias escolas como EVOÉ, CEM, ESTAL, ESTC/IPL e em vários workshops por todo o país. Apresentou comunicações nas conferências “O corpo que fala e pensa” (ESTAL) e “Corpos (im)perfeitos” (Companhia de Dança de Almada, FMH).

CATARINA SOBRAL, produtora e gestora cultural, residente em Coimbra. Formada pelo Curso de Produção/Gestão das Artes do Espetáculo, no Fórum Dança (2O17). Frequenta atualmente o Mestrado em Estudos e Gestão da Cultura no ISCTE-IUL, encontrando-se a desenvolver a dissertação final com o tema “Acessibilidade nos Teatros em Portugal”, com a qual está a visitar, analisar e elencar vários equipamentos culturais, nomeadamente teatros da RTCP. Licenciada em Estudos Artísticos – Artes do Espectáculo, pela F.L.U.L (2O16). Concluiu o 2º ano do Curso de Formação de Actores, na Evoé – Escola de Actores (2O14). Colaborou como produtora (2O14-2O19) com os programadores Madalena Vitorino, Giacomo Scalisi e Miguel Abreu, em projetos ligados às artes performativas e comunidade, entre eles o Festival Todos – Caminhada de Culturas, o Teatro das Compras e o Lavrar o Mar. Com a Evoé – Escola de Actores colaborou, entre 2O14 e 2O19, no seu projeto de formação artística e na área da produção cultural. Entre 2O2O e 2O21 colaborou como produtora e assistente administrativa no Fórum Dança – Associação Cultural. Colabora como freelancer com vários artistas e estruturas da área da cultura. Em 2O2O, é cofundadora da Mente de Cão, na qual produziu: “A Gravidade de um Pássaro” (2O21), uma peça a partir de histórias reais de migração, que estreou no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, com o apoio da DGArtes; “Todas as Coisas Extraordinárias / Every Brilliant Thing” (2O22), que conta já com mais de 3O apresentações em diferentes contextos e que se foca nos temas da saúde mental, apoiada pelo Programa Garantir Cultura; e “Ensaio para a Desordem”, a estrear no fim de 2O24, que coloca em jogo as particularidades do conceito de entropia e que conta com o apoio da IBERESCENA. Faz parte do Grupo Eufémias desde 2O21, com o qual produz o Festival Eufémia (2 edições – 2O21 e 2O23, Lisboa, com apoio da DGArtes e CM Lisboa), que promove a reflexão crítica sobre perspetivas de género e identidades.

©Fotografia BETH FREITAS

RESIDÊNCIA

2O24 | FEV 27 a MAR O9

BLACK BOX

RESIDÊNCIA ABERTA

MAR – O9

SÁB – 18H3O

6€ [PREÇO ÚNICO]

9O MINUTOS

A CLASSIFICAR PELA CCE

[NOVO CIRCO]

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