BLINDDANCES 2023

BLINDDANCES

Ana Trincão

BlindDances”, acontece num espaço “aparentemente” vazio. Estas danças de olhos fechados exploram habilidades extrassensoriais, ideias sobre “subliminaridade” e modalidades de comunicação, na tentativa de ativar a perceção do espectador e performers. O material coreográfico varia entre a expressão mínima de movimentos a manifestações mais exuberantes de dança.

Direção Artística ANA TRINCÃO
Cocriadores, Pesquisa e Performance ELIZABETE FRANCISCA, JULIA SALÉM E MARTA CERQUEIRA
Pesquisa ANDRESA SOARES E JOANA GOMES
Música ANA TRINCÃO E TIAGO GANDRA
Espaço Cénico [a anunciar]
Apoio à Criação PROGRAMA EM TRÂNSITO/MATERIAIS DIVERSOS, OPART, E.P.E. ESTÚDIOS VICTOR CÓRDON
Apoio à Residência Artística CASA DA DANÇA DE ALMADA, CENTRO CULTURAL MALAPOSTA/MINUTOS REDONDOS/CÂMARA MUNICIPAL DE ODIVELAS
Produção APNEIA COLETIVA ASSOCIAÇÃO CULTURAL
Financiamento FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

BlindDances” é um projeto de performance. Explora os mecanismos da perceção humana, partindo da prática da dança somática nomeadamente do BMC, do movimento autêntico e da comunicação subliminar enquanto ferramentas de investigação. A primeira fase (investigação) do projeto, teve início em 2O21, aconteceu sob a forma de dois laboratórios que culminaram em apresentações públicas, estruturadas a cada vez. Em 2O23 será desenvolvida a segunda fase do projeto. A metodologia de criação, consiste na criação de enunciados escritos e desenvolvidos coletivamente, que sugerem explorações de movimento.

Por exemplo: Prática da Pedra: esta prática é iniciada numa posição no chão, de cócoras, ou a posição da criança, como se o corpo fosse uma pedra no espaço.

Pretende que se chegue à posição de joelhos (ou mesmo a verticalidade), através de movimentos limpos, claros e assertivos, de forma faseada. Podem ser movimentos grandes ou apenas detalhes como, por exemplo, uma mão a mexer. Cada movimento tem de reconfigurar a imagem e essa reconfiguração deve ser percetível para fora. A ideia é criar uma referência no espaço que funciona quer como paisagem, quer como contraponto às outras práticas que acontecem simultaneamente.

Prática da Vida Lenta (não é slow motion). Praticar a Pausa: esta prática sugere que, mesmo quando não se move, o corpo está em movimento. Pratica estar ativo enquanto deliberadamente decides não te mover. Pratica atenção, awareness e comprometimento com o momento presente.

Prática do encontro: quando as figuras se encontram inauguram um evento. Este evento tem uma leitura narrativa como não tem nenhum outro que decorre das outras práticas.

Dar tempo para que o encontro se instale é peremptório. Permite que o encontro tenha leitura, e seja lido também. No lugar do encontro, pode-se praticar a transformação a partir de gestos ou movimentos amplos, ou mínimos e mais concentrados, e que transformam a relação entre os corpos, porque alteram um detalhe da figura, ou porque os movimentos modificam a posição dos corpos em relação ao espaço. Não é sobre o desenvolvimento de uma cena, não é sobre contacto improvisação, não é sobre manipulação, é sobre afetação, contaminação e inauguração de acontecimentos.

ANA TRINCÃO é criadora, performer e investigadora multidisciplinar. Doutorada em Estudos de Cultura, pela UCP, Mestre em Dança pela UDK/HZT e Licenciada em Artes Visuais, pela ESAD.CR. Foi bolseira DanceWEB no Impulstanz em Viena. Pratica e estuda Body-Mind Centering (SMED Program℠ na Alemanha e Brasil) desde 2O21. Dedica-se à criação artística desde 2OO6. As suas obras resultam de cruzamentos entre a dança, artes plásticas e o som. Os seus trabalhos foram apresentados na Europa, América Central, América do Sul e Índia. É membro fundador da Apneia Colectiva e do projeto de música experimental SAS Orkestra de Rádios.

ELIZABETE FRANCISCA é bailarina, coreógrafa e atriz. Artista associada do Rumo do Fumo. Em colaboração com Teresa Silva criou “Leva a mão que eu levo o braço” (2O1O) e “Um Espanto Não Se Espera” (2O11), ambos vencedores do concurso Jovens Criadores. Em 2O13 criou o seu solo “Tsunamismo. Recital para duas Cordas em M”.

JULIA SALEM é licenciada em Dança na Pontifícia Universidade Católica PUC-SP/Brasil (2OO5). Os seus trabalhos “Travèssa” e “Instaura_acão” foram apresentados no Brasil, Itália, Amesterdão e Portugal. Em 2O19 concebeu e criou com Ana Correa “Procedimentos para Encontrar-se”, com apoio GDA. É gestora cultural na PENHA SCO.

MARTA CERQUEIRA estudou dança clássica e moderna dos 1O aos 18 anos, na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa. Desde 2OO1 que se dedica à interpretação, pesquisa e criação artística na área das artes performativas. Mais recentemente estendeu também os seus interesses e práticas profissionais às artes visuais (instalação). Trabalha com artistas de diversas áreas disciplinares, tendo apresentado em Portugal, Espanha, França, Suíça, Alemanha, Holanda, Croácia, Sérvia, Grécia, Líbano, Suécia, Noruega, Finlândia, Polónia, Escócia, Canadá, Argentina e Brasil.

© Fotografia ANA TRINCÃO

RESIDÊNCIA

2O23 | MAR 21 a ABR O1

Residência artística não aberta ao público

RESIDÊNCIA ABERTA: ABR O1 | SÁB – 14H3OBLACK BOXENTRADA LIVRE [SUJEITA A LOTAÇÃO DA SALA] | 6O MINUTOS | A CLASSIFICAR PELA CCE 

[PERFORMANCE]

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