Efeito Berbereta

EFEITO BERBERETA

Inês Marques e Joana Brito Silva

EFEITO BERBERETA é uma performance-manifesto que contesta a parentalidade tóxica e o amor regido pelas leis da biologia. Num mundo cor-de-rosa é possível abolir a família nuclear como célula de produção, de reprodução e de consumo. Mas mesmo as princesas que habitam esse mundo não conseguem apagar o seu umbigo, a ferida inicial, a cicatriz permanente que as lembra que vieram de algum lugar mais escuro. Estar sob o efeito berbereta é tentar fugir a uma identidade ancestral; é um esforço de compreender como é que um sistema complexo pode ser amplamente afetado por micro acontecimentos, é ter um corpo-máquina de reprodução e querer gerar um ser só para deixá-lo ir.

Criação e Interpretação INÊS MARQUES E JOANA BRITO SILVA
Espaço Cénico e Apoio à Dramaturgia MARIANA FONSECA
Desenho de Luz TERESA ANTUNES
Consultoria Artística PEDRO PENIM

Inês Marques nasceu no Porto em 1998. Inicia a sua formação no Conservatório de Música do Porto. Em 2014 entra na ACE, onde realizou o curso profissional de Interpretação, com a PAP “Shopping and Fucking”, de Mark Ravenhill, encenada por Bruno e Nuno dos Reis. Trabalhou profissionalmente, como atriz na Companhia Art’Imagem, em encenações de José Leitão e foi assistente de encenação de Flávio Hamilton, na Oficina de Teatro da Maia. Desde 2018, frequenta o curso de Teatro – Atores, na ESTC, que concluirá em junho de 2020. Trabalha regularmente em Projetos de Intervenção Social com a associação USINA.

Joana Brito Silva nasceu em Lisboa em 1994. Licenciada em Teatro – Atores pela ESTC, frequentou também a Universidade DAMU, em Praga e fez um mestrado em Applied Theatre, com bolsa da Gulbenkian na Universidade Goldsmiths em Londres, onde também estagiou com a associação Pan Intercultural Arts. Desde 2015 tem trabalhado como atriz em teatro, teatro musical e cinema, em Lisboa, Porto, Praga e Londres, destacando o seu trabalho com Teatro Praga, Diyan Zora, Alex Cassal, Raquel André e Marcelo Evelin. Tem apresentado (co)criações, que têm merecido o interesse e apoio de várias instituições e agentes culturais, destacando “ISHÁ- a mulher que…”

Mariana Fonseca nasceu em Lisboa em 1993. Iniciou o seu percurso artístico na Escola António Arroio em Representação Plástica do Espetáculo. Licenciou-se em Teatro – Atores, pela ESTC. Fez Erasmus na RESAD, em Madrid e frequentou o 8º Campus Internacional de Teatro, em Itália. Estagiou com a Companhia [Foreign Affairs], em Londres. Como criadora de teatro, destaca os seus textos originais “APATIA” e “112 – O Jantar Está Mesmo Quase” e a cocriação de “ISHÁ – A Mulher Que…”. Enquanto atriz, releva o seu trabalho nos espetáculos “Corbeux”, de Bouchra Ouizguen; “É Difícil Para Mim Dançar”, de Mário Coelho; e “O Deus das Moscas”, pelo teatromosca.

Pedro Penim nasceu em Sesimbra em 1975. É membro fundador e diretor artístico do coletivo Teatro Praga, com o qual já recebeu diversos prémios. O seu trabalho como encenador e ator estende-se também à escrita, às conferências, à tradução e à formação e já foi apresentado por todo o território português bem como internacionalmente. Recentemente a sua peça “Antes / Before” serviu de guião ao filme “Past Perfect” de Jorge Jácome. Fora do Teatro Praga trabalhou em diversos projetos internacionais de artistas premiados.

Teresa Antunes nasceu em Coimbra em 1997. Estudou luz, som e efeitos cénicos na ACE. Profissionalmente, em 2017, integrou a equipa técnica do festival ELO 2017 no TNSJ e fez direção técnica, criação e operação do projeto “20 minutos” no Teatro Rivoli e desenho de luz, montagem e operação no espetáculo “O Projeto”, na Fundação José Rodrigues. Atualmente, trabalha com o desenhador de luz Rui Monteiro. Em 2019, fez o desenho de luz do espetáculo “NINA, NINA”, com os Colectivo Retorno, na rua das gaivotas e encontra-se, presentemente, a trabalhar no espetáculo “Turismo” de Tiago Correia no Teatro Campo Alegre.

©Fotografia de capa

PERFORMANCE

2O22 | ABR O1 a O3

SEX e SÁB – 2OH3O
DOM – 16H3O

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