Por terras de Zeca

POR TERRAS DO ZECA

Este concerto pretende celebrar Zeca Afonso como cantor, compositor e poeta. Neste espetáculo irá ser apresentado um repertório rico e variado, que integrará algumas das suas composições mais conhecidas, como “Verdes são os campos”, “Que amor não me engana”, “Índios de Meia-Praia” e “Venham mais cinco”, todas elas revestidas de novos arranjos, mas também outras composições menos conhecidas do público, de que são exemplo “Papuça”, “Lá no Xepangara” e “Ali está o rio”, e ainda temas originais, baseados na sua figura, da autoria de compositores atuais. O espetáculo contará com interpretações em variados formatos.

Direção musical e guitarra DAVIDE ZACCARIA
Cantores JOÃO AFONSO, FILIPA PAIS, MARIA ANADON
Guitarra elétrica ARMINDO NEVES
Baixo LUÍS PINTO
Bateria IVO MARTINS
Teclados JOÃO CALIFÓRNIA
Produção TRADISOM PRODUÇÕES CULTURAIS

João Afonso é filho de uma irmã de Zeca Afonso, viveu em Moçambique até 1978, com os seus pais e irmãos. Estudou Agronomia no ISA, em Lisboa, onde foi colega de José Eduardo Agualusa. Colheu influências da música urbana africana e da música popular portuguesa, esta última pela influência de Zeca Afonso. A sua colaboração em “Maio Maduro Maio” (1994), em parceria com José Mário Branco e Amélia Muge, valeu-lhe a atribuição do Prémio José Afonso. Posteriormente, “Missangas” (1997), o seu primeiro álbum a solo, fez jus ao título de Melhor Voz Masculina Nacional, distinção do jornal Blitz. Seguiram-se “Barco Voador” (1999), “Zanzibar” (2002) e “Outra Vida” (2006), neste último já com a direção musical e arranjos de João Lucas. Com ele ao piano, estruturou “Um Redondo Vocábulo” (2009), apenas com canções de Zeca Afonso. A sua colaboração estendeu-se ainda a álbuns de Júlio Pereira, Luís Pastor, Uxía, Filipa Pais e a bandas como o Grupo Mestisay e Quinta do Bill. Em 2014 edita “Sangue Bom”, músicas de sua autoria e poemas de Mia Couto e de José Eduardo Agualusa.

Filipa Pais Ainda muito jovem aparece a cantar no tema “Queda do Império” de Vitorino Salomé. Trabalha com os irmãos Salomé no projeto Lua Extravagante, que lançam em disco no ano de 1991. Em 1996 lança o seu primeiro disco a solo: “L’Amar”. Colabora com António Chaínho no tema “Fado da distância” e em “Fado da Adiça” incluído na compilação “Onda Sonora: red Hot + Lisbon”. Em 2002 participa na peça “Alma Grande” do grupo de teatro O Bando, estreada no dia 25 de Maio durante o Festival Cantigas de Maio. O seu segundo álbum, “À Porta do Mundo”, é editado em 2003. No ano seguinte grava o álbum “Estrela” com José Peixoto. Em 2005 é lançado o disco “Cantos na Maré”, gravado ao vivo a 16 de agosto de 2003 em Pontevedra, com Chico César (Brasil), Uxía (Galiza), Filipa Pais (Portugal), Manecas Costa (Guiné Bissau), Xabier Díaz (Galiza), Jon Luz (Cabo Verde), Astra Harris (Moçambique) e Batuko Tabanka (Galiza-Cabo Verde). Ainda em 2010 colabora com Vitorino Salomé e com Francisco Ribeiro em “Desiderata A Junção do Bem”. Com Janita Salomé, Rita Lobo e Yami grava os discos “Muxima e Muxima ao vivo”, de homenagem à obra do Duo Ouro Negro. Participa no espetáculo “Memorial”, com Carlos Mendes e Fernando Tordo.

Maria Anadon grava o seu primeiro CD em 1995, intitulando-o de “Why Jazz”. Acompanhada pelo quarteto feminino norte-americano “Unpredictable Nature”, na contracapa responde “That’s Why !”. Este trabalho, gravado em inglês, foi contemplado pelo Ministério da Cultura com o manifesto de interesse cultural. Entretanto surge “Cem Anos”, o segundo CD, editado em Novembro de 1998 pela Movieplay Grove. “Cem Anos” é um trabalho lusitano, que recolhe influências várias: o Fado de Lisboa, o cheiro a café de África, os sons da América Latina ou o ambiente dos clubes de Jazz de Nova Orleãs. Também este trabalho foi merecedor da classificação de Manifesto de Interesse Cultural. Em 2000, a convite do pianista Arrigo Cappelletti, parte para uma série de concertos em Itália com um projeto inovador sobre o fado e o Jazz com textos dos nossos melhores poetas contemporâneos, Fernando Pessoa, Sofia de Melo Breyner, Mário de Sá Carneiro, Teresa Rita Lopes entre outros. Neste ano, em simultâneo, inicia a gravação de um novo trabalho com o grupo Terra d’Água, editado pela Forrest Hill Records (etiqueta italiana), tendo sido lançado no mercado em concertos em Portugal e na Holanda.

©Ilustração de capa PEDRO SOUSA PEREIRA

MÚSICA

2021 | MAI 02

DOM – 17H00

CAFÉ-TEATRO

12€ [PREÇO ÚNICO] 

90 MINUTOS 

M/6

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