Os Patifes_jun2021

PATIFES

O ponto de partida para esta banda foi o Music Hall do Sec.XIX nas tabernas de Londres, onde músicos e atores contavam histórias acidentadas e canalhas. Reinventamos esse tempo, no nosso tempo, também ele acidentado, com as tabernas tantas vezes fechadas e onde o rosto humano está do avesso e só tem os dois olhos para mostrar.

Voz e eletrónica TERESA SOBRAL 
Guitarra Elétrica LUÍS LOPES E MIGUEL FEVEREIRO
Contrabaixo e Baixo Elétrico HERNÂNI FAUSTINO
Bateria e eletrónica MIGUEL SOBRAL CURADO
Textos GONÇALO M. TAVARES
Figurinos AFONSO PEIXOTO

Teresa Sobral Em 1985 largou a Academia dos Amadores de Música e o curso de Filosofia na FLUL para integrar o elenco de “Mãe Coragem” de B. Brecht, enc. João Lourenço no TNDM II. A partir daí iniciou o seu caminho pelas artes do espetáculo. Até agora, como atriz, já fez 69 espetáculos de teatro, tendo já trabalhado com dezenas de encenadores. Apesar de ser artista independente, trabalhou nas companhias do Teatro Aberto (1985/89); do (extinto)Teatro da Graça (1989/94); do Teatro Meridional (1998); dos Artistas Unidos (2002/05); e entre do Teatro da Cornucópia (2005/07). Em 2008 Formou a Associação Cultural Qatrelcolectivo e dá início ao seu trabalho na direção artística e encenação, em paralelo com o seu trabalho como atriz. Até hoje criou e encenou 24 espetáculos, destacando: “Estamos aqui porque não podemos voltar” – Teatro São Luiz, textos de Miguel Castro Caldas, música de Paulo Curado e Teresa Sobral; “Desportivo da Sucata” de Jaime Rocha – Teatro Nacional D. Maria II; “Absurdos Contemporâneos” de Abel Neves, An-Carl-Go, Carlota Gonçalves, Hélia Correia, Jacinto Lucas Pires, João Saboga, Miguel Castro Caldas, Ondjaki e Virgílio Almeida – Teatro da Trindade; “Bom dia Benjamim” – musical de Nuno Artur Silva, Miguel Viterbo e Rui Martins e música de José Peixoto, Paulo Curado, José Salgueiro e João Paulo Esteves da Silva e arranjos de José Mário Branco – Centro Cultural de Belém; “Laboratório Lugar da Desordem”, espetáculos “clandestinos” improvisados, criação com a Granular – 4 espetáculos de janeiro a maio de 2015;  “Trocava a minha Fama por uma Caneca de Cerveja”, coautoria com Rui Neto – Teatro São Luiz; “Conversas Ouvidas por Mero Acaso numa Estação de Comboios” – 5 peças de Luis Cano – Teatro São Luiz, inserido no Ano Ibero Americano 2017; “Vozes do Bairro” de Gonçalo M. Tavares – Teatro da Trindade em 2018: 5 espetáculos com música e sonoplastia executada ao vivo; “Odisseia”, com texto de Homero, tradução de Frederico Lourenço, concerto de spoken word e eletrónica – Teatro da Trindade, em abril de 2018. Dá aulas de teatro desde 2000, tendo trabalhado já em várias escolas e instituições. Atualmente é professora de interpretação na Escola Profissional de Teatro de Cascais e faz parte do projeto Presente do Teatro Nacional D. Maria II, dando aulas em duas escolas do ensino básico em Lisboa. Criou e dirige o grupo de teatro inclusivo Teatro Sobre Rodas no Hospital de Alcoitão. 

Luís Lopes incubou no Rock e nos Blues, antes de incursar no Jazz e na música improvisada. Constitui e lidera formações musicais que cedo o colocaram na cena internacional, das quais se destacam o Humanization 4tet (com o saxofonista português Rodrigo Amado e os texanos Aaron e Stefan Gonzalez), Lisbon Berlin Trio, agora transformado num quarteto (com os alemães Christian Lillinger e Robert Landfermann e Rodrigo Pinheiro no Rhodes), Guillotine (com o francês Valentin Ceccaldi e o norueguês Andreas Wildhagen). Participa em coletivos como os luso-suíços Big Bold Back Bone ou com músicos portugueses, de onde se destacam o trio Garden (com Bruno Parrinha e Ricardo Jacinto) e o ensemble de 9 elementos lisboetas LFU-Lisbon Freedom Unit. Apresenta-se também em solos que assentam num conceito de experimentação, que vai do noise ao pianíssimo, ou ainda de composição e construção harmónica, por vezes com guitarra clássica. Destaca-se ainda o seu gosto por duos, vertente que iniciou com Jean-Luc Guionnet, Fred Lonberg-holm ou Julien Desprez. Luís Lopes tem discos editados na Clean Feed, Shhpuma Records, Wide Ears, Creative Sources, Ayler Records, JACC, e na sua própria LPZ Records, discos esses aclamados nos mais importantes jornais, revistas e blogs um pouco por todo o mundo, como a Wire (Inglaterra), Citizen Jazz, Jazz Magazine e improjazz (França), Enola Magazine (Bélgica), Downbeat, All About Jazz NY, Cadence Magazine, NY City Jazz Records, Signal to Noise, Point of Departure (Estados Unidos), Toma Jazz (Espanha), All about Jazz Italy (Itália), Jazz’n’more/blues roots (Alemanha), FreeForm FreeJazz (Brasil), etc. Tem marcado presença em palcos como: Jazz em Agosto (Gulbenkian, Lisboa), Jazz ao Centro (Coimbra), Portalegre Jazz Fest, Seixal Jazz, Sines em Jazz, Serralves em Festa, Festival Rescaldo Culturgest, Ljubljana Jazz Fest, Konfrontationen Fest Nickelsdorf Austria, Tricollectif Soiré Tricot Fest Paris, Suoni Per Il Popolo Fest Montreal, Klappfon Fest Basel, Jazz or Jazz Fest Orlean, Free Jazz Fest Praga, Clean Feed New York Fest, Clean Feed Chicago Fest, Clean Feed Colónia Fest, Clean Feed Berlin Fest, Snug Harbor New Orleans, The Stone New York, HideOut Chicago, Ausland Berlin, Exploratorium Berlin, Occi Amesterdão, Win Zurich, Hærverk Oslo, Brötz Göteborg, Entrepreneurs Museum Moscovo, entre muitos outros. 

Miguel Fevereiro iniciou os estudos musicais na Academia de Música de Santa Cecília. Entrou para o Conservatório de Música de Lisboa em 1984, onde concluiu o 6º ano de formação musical e o 4º ano de guitarra clássica. Ainda em 1984 entra para a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e estuda com David Gausden, Sérgio Pelágio e Tomás Pimentel. Participou nos workshops de: Tommy Halferty, Karl Berger, John Abercrombie, Dave Liebman, Rufus Reid, Kenny Burrell e Phill Markowitz. No início dos anos 90 faz parte de um septeto de jazz com José Salgueiro, Iuri Daniel, Claus Nymark, Matt Lester, Miguel Gonçalves e Jorge Reis. Em 1994 é membro fundador do grupo de acid-jazz Bobby Master Groove com Rui Alves, Tó Olivença, Nuno Grácio e Rob Skeet. Na área da música portuguesa, desde 1987 que toca e grava regularmente com Sérgio Godinho. Em 2001 paticipou no grupo Traço d’Alma com Manuel Lourenço e Miguel Majer. Em 2006 formou o grupo Cuidado com o Bobi, projeto onde toca originais seus. Em 2008 é convidado para integrar o Quinteto de João Cabrita. Em 2009 fez parte da banda que acompanhou Sérgio Godinho, Fausto e José Mário Branco no espetáculo “Três Cantos”. Em 2010 fez parte da banda que acompanhou Fausto no espetáculo “Trilogia” no CCB. Em 2012 fez parte da banda que acompanhou Fausto nos espectáculos de lançamento do disco “Em busca das montanhas azuis”. Músicos portugueses com quem já tocou e/ou gravou: Sérgio Godinho, Vitorino, Jorge Palma, Né Ladeiras, João Afonso, Rui Veloso, Fausto, José Mário Branco, Pilar Homem de Melo. Músicos estrangeiros com quem já tocou e/ou gravou: o espanhol Luís Pastor e os brasileiros Zeca Baleiro, Caetano Veloso e Milton Nascimento. Atualmente faz parte dos Assessores, banda que acompanha ao vivo Sérgio Godinho, do grupo que acompanha João Afonso ao vivo e do Quinteto de João Cabrita. Em 2005 participou como músico com os Artistas Unidos na peça “A Fábrica do Nada” de Judith Herzberg encenada por Jorge Silva Melo. Em 2008 participou na reposição da mesma. Em 2011 participou como músico e autor da sonoplastia, e com os Artistas Unidos, na peça “Cantigas de uma noite de verão” de David Greig, encenada por Franzisca Aarflot. Em 2012 fez a música original para a peça “A loja das lamparinas” a partir de contos do mundo, encenada por João Didelet e Elsa Galvão. Em 2013, a reposição da peça “Cantigas de uma noite de verão” no Teatro da Politécnica. Em 2000 compôs a música para um bailado (inspirado no livro “O Principezinho“), pela Companhia de Dança do Tejo e coreografia de Vítor Linhares. Em 2001 fez parte do projeto “Dis Nasti Dog” (um espetáculo ao vivo de dança e música improvisada), que incluia os músicos Vítor Rua, Luís San Payo e Bárbara Lagido; os Dj’s Rui Murka e David Martins; e os bailarinos João Galante, Carlota Lagido e David Miguel. Foi professor de guitarra e educação musical no Centro Cultural de Benfica entre 1990 e 1998. Deu aulas de guitarra na Escola de jazz do Hot Clube de Portugal entre 1995/1996 e 2000/2001. 

Hernâni Faustino é um músico autodidata. Em 1985 integrou os Aix la Chappelle e nos finais de 1986 forma os K4 Quadrado Azul, que em 1988 venceram a 2ª edição do Concurso “Novos Valores da Cultura”, organizado pelo Instituto Português da Juventude. Colaborou com a companhia de teatro O Olho, criando a música para a peça “El – Levando-os aos Ombros em Passo de Marcha Sincopada ao Quarto tempo”, que ganha uma menção honrosa do prémio Maria Helena Perdigão, ACARTE, Fundação Calouste Gulbenkian em 1992. A partir da década de 90 começa a tocar contrabaixo e dedica-se apenas à música improvisada. Em novembro de 2007 fundou o RED trio com o pianista Rodrigo Pinheiro e o baterista Gabriel Ferrandini. O primeiro disco do trio foi considerado o debut do ano para a publicação All About Jazz de Nova Iorque em 2010. Atualmente integra o Nau Quartet, formação liderado pelo saxofonista José Lencastre, o trio Volúpias de Gabriel Ferrandini, Staub Quartet, Lisbon Freedom Unit, e o power trio Uivo Zebra. Colabora habitualmente com os músicos Sei Miguel, Rodrigo Amado, Albert Cirera e com Vasco Trilla e Yedo Gibson no trio Chain, Hamar Trio, e ainda o grupo Metaphysical Angels de Vítor Rua. Integrou o Trio/Quintet do saxofonista japonês Nobuyasu Furuya com o qual gravou “Bendowa” para a editora portuguesa Clean Feed, considerado o debut de 2009 pelo jornal da especialidade, All About Jazz de Nova Iorque. Em 2019 fez música para a peça de teatro “E eles não racharam”, com apresentações no Museu do Aljube com encenação de Jorge Castro Guedes. Em concerto já tocou ao lado dos músicos John Butcher, Mats Gustafsson, Nate Wooley, Alexander von Schlippenbach, Agustí Fernandez, Axel Dorner, Lotte Anker, Mattias Stahl, Carlos Zíngaro, Sei Miguel, Susana Santos Silva, Jason Stein, Robert Mazurek, Nuno Rebelo, Jon Irabagon, Gerard Lebik, Daniel Carter, Jon Raskins, Rafael Toral, Wade Matthews, Chris Corsano, Elliott Levin, Neil Davidson, Dennis Gonzalez, Matt Bauder, Carl Ludwig Hubsch, Heddy Boubaker, Nusch Werchowska, Piotr Damasiewicz, Taylor Ho Bynum, François Carrier, Michel Lambert entre outros.

Miguel Sobral Curado, nascido em 1994, inicia aos 12 anos o estudo de guitarra elétrica com Miguel Fevereiro. Completou o 12º ano do ensino secundário e o 8º grau de música e percussão na Orquestra Metropolitana com os professores Marco Fernandes, João Pacheco e Fernando Llopis. Licenciado em Composição Musical na Escola Superior de Música de Lisboa com os professores José Luís Ferreira, Luís Tinoco, João Madureira e Carlos Caires. Frequentou aulas de dança contemporânea e laboratório coreográfico com a professora Maria Ramos no Fórum Dança. Faz pesquisa sobre a técnica dos Viewpoints através de workshops com Joana Pupo e Maria Ramos. Karateka 4o kyu, aluno do sensei Vitor Miranda, membro do CPK, federado pela FNKP. Frequentou, de 2005 a 2013, projetos educativos do teatro D. Maria II, Malaposta e MQoQ?. Participou em Masterclasses e conferências com vários músicos e compositores de referência. Realizou múltiplos concertos académicos com a Escola Profissional Metropolitana como percussionista e com Coros da Escola Superior de Música de Lisboa, como coralista. Toca regularmente em concertos de música improvisada com uma grande variedade de músicos. Membro do ensemble Brew. Guitarrista do quarteto de Alice Ruiz. No teatro, estreou-se em 2002 com Jorge Silva Melo em “Um Para o Caminho” de Harold Pinter no Festival de Teatro de Almada. Compôs e dedicou um duo de percussão, “Falstaff”, encomendado pelo dueto Sforzanduo e um trio de percussão “Mercutio” pelo MerakTrio. Compôs um quarteto de cordas “O Povo à Varanda” encomendado pelo quarteto de João Pires. Fez um arranjo de “A Sagração da Primavera” de Stravinsky para orquestra de percussão encomendado pela Orquestra Metropolitana de Lisboa. Participou como ator/performer/músico/compositor em várias peças de teatro/dança e performances: “Sete Portas” de Botho Strauss; “Repartição” de Miguel Castro Caldas – no Festival Internacional de Artes de Rua, Palmela; “Ricardo III” de Shakespeare, no TNDMII em Lisboa em 2015, enc. de Tónan Quito; “Trocava a minha fama por uma caneca de cerveja”, criação de Teresa Sobral, Rui Neto e Miguel Curado – no Festival Glorioso Verão, São Luiz Teatro Municipal; “Longo Curso” de Rita Morais – no Festival Temps d’Images; “Conversas Ouvidas por Mero Acaso Numa Estação de Comboios” de Luís Cano, encenação de Teresa Sobral no São Luiz Teatro Municipal; “Melania Melanoma” e “Sabat” de Miguel Loureiro na Rua das Gaivotas 6; “Opus” de Jean-Paul Bucchieri e “O Todo, o Um e o Muito” de Amélia Bentes. Criou e tocou sonoplastia ao vivo no ciclo de teatro radiofónico “Vozes do Bairro” com textos de Gonçalo M. Tavares e “Odisseu, uma Odisseia Sonora” no Teatro da Trindade. Participou na residência artística “Compota CORAGEM” e toca nos espetáculos improvisados “Compota COMVIDA”, com direção de Paula Pinto. Performer convidado do programa JOVENS COMPOSITORES 2019 dos Estúdios Victor Córdon, com orientação de Luís Tinoco.

©Fotografia VITORINO CORAGEM

MÚSICA.PALAVRA

2021 | JUL 02 A 10

SEX E SÁB – 22H00

CAFÉ-TEATRO

10€ [PREÇO ÚNICO]

60 MINUTOS 

POST FANCY EXPERIMENTAL MUSIC TALES

M/6

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