Mad Nomad

MAD NOMAD

UNTAMED

MAD NOMAD faz de raiz um mishmash entre jazz, sampling, e spoken word, imbuído dos sons de Lisboa, Londres e Nova Iorque, cidades onde a criadora do projeto, Catarina Santos, tem vivido. Os textos surgem como que na família do spoken word, e a música é tudo menos convencional, seja na estrutura dos temas como nas referências. Tem momentos de caos, de poema em flow desconexo com a paisagem sonora onde esse se insere, de hip hop, de improvisação na linguagem abrangente do jazz – é um som que carrega histórias de imigração, de género, de compreensão do que é a identidade. Escrito por uma Portuguesa. Resumindo, textos de spoken word e um mundo sónico urbano, onde o jazz, o hip hop e sampling se unem num projeto de composições originais, com aspetos de colagem, manipulação de som e estruturas fragmentárias criadas ao vivo.

Os textos deste projeto fazem uma cartografia de imigração, uma espécie de diário de bordo sónico do dia a dia em grandes centros urbanos, num ato de afirmação positiva e consciente de questionamento da identidade e seus mecanismos internos e externos de formação. No fundo, ao quebrar convenções e estilos, assum-se neste projeto uma visão polimórfica e intersecional da identidade portuguesa, afetada e transformada em muitos anos de vida fora de Portugal. Os poemas são “artefatos culturais” que espelham um sentir múltiplo, que afirma uma não-identificação com o familiar, com o que oficialmente e na dinâmica social determina o ser português. Esta prática de não-identificação é o começo de uma sabedoria nómada – nomadismo como consciência crítica que resiste acomodar-se a códigos sociais de pensamento e comportamento. Tudo com estruturas em forma de colagem, hip hop, jazz e muita criatividade ao vivo. Quebrando barreiras – a MAD NOMAD.

Voz, Pedais e Composição CATARINA DOS SANTOS
Sintetizadores ÓSCAR M. GRAÇA
Baixo Elétrico e Pedais HUGO ANTUNES
Bateria Acústica e Eletrónica LUÍS CANDEIAS
Laptop e Sampling ANDRÉ PINHEIRO aka APACHE
Agenciamento GHUDE
Produção PAULO SANTIAGO

CATARINA DOS SANTOS Cantora, compositora, educadora e sound artist. Suas raízes culturais combinam África, Portugal e Brasil. Formada em Lisboa na Escola de Jazz Luís Villas-Boas, em Jazz Performance no City College of New York e Orchestration na Juilliard School, fez parte da Juilliard School Choral Union. Reside dez anos em Nova Iorque e estuda com John Pattitucci, Sheila Jordan, Paquito de Rivera, Ed Simmons, Ben Street, Jim Black, Luciana Souza. Tem aulas de percussão com Zé Maurício (Choro Ensemble), Café (Djavan). Como cantora e compositora da banda Nation Beat, grava “Maracatuniversal” (Recife, 2006), e toca em locais como Blue Note, Joes Pub, The Stone (John Zorn). Em 2013 participa no concerto em homenagem a Mary Lou Williams com solista e parte do coro, com alguns dos melhores cantores de jazz da cena Nova Iorquina, e em Abril desse ano fez a produção artística e é cantora convidada de: Concerto em homenagem a Chiquinha Gonzaga, no Brazilian Endowment for the Arts, e “Viagem pelo Mundo de Língua Portuguesa” para a CPLP, na sede das Nações Unidas,Nova Iorque. Com dois álbuns de originais, “No Balanço do Mar”, (Nova Iorque, 2009) e “Rádio Kriola” (Lisboa, 2016) cria um novo som de raízes e sons urbanos, de África para o Brasil, da cena de Latin Jazz de Nova Iorque, a Lisboa multicultural. A pesquisa de Catarina leva-a a ser convidada na Conferência ASWAD, na Universidade Rutgers (Pittsburgh, 2011). Completou em 2017 o Mestrado em Composição na Goldsmiths University, em Londres, com incidência no jazz e música eletrónica. Créditos de composição em Londres: “The Power Behind the Crone” (2017), de A. Skilbeck e T. Hardy; “Untitled”, coreografia de Gianna Burright, e I am Orestes and I am Elektra too”, To Be Creatives (estreia no Edinburgh Fringe Festival de 2018). Em 2018 cria, co-produz com Marcy dePina, e é artista em “Spirits of Resistence – Women, Music and the Drum”, projeto de intercâmbio entre mulheres compositoras/percussionistas, no Bronx Music and Heritage Center em Nova Iorque. Em 2019 toca no Stowe Jazz Festival com o quinteto Catarina dos Santos/Ebinho Cardoso, e lança o álbum em trio “Mais Cores” (jazz, Brazilian jazz). Em 2020 cria a peça multidisciplinar site specific „Da Margem”, comissão da Exposição „Margem”, no AMAC, Barreiro. Lança „UNTAMED”, álbum de estreia de seu projeto MadNomad (electrónica/jazz/spoken word).

ÓSCAR M. GRAÇA nasceu em Aveiro em 1980. Começou a estudar música aos seis anos por influência do seu avô materno. É licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa (2002), tem o estatuto de especialista em Piano Jazz (2018), e concluíu o curso complementar de Piano no Conservatório de Música de Aveiro de Calouste Gulbenkian (1998). Frequentou aulas de jazz na Escola de Jazz do Porto, Hot Clube de Portugal e Berklee College of Music (onde foi bolseiro). Foi aluno de, entre muitos outros, Paulo Gomes, Bernardo Moreira, Rodrigo Gonçalves, António Pinho Vargas, Luís Tinoco, Frank Carlberg, Tony Germain, Neil Olmstead, JoAnne Brackeen, Bruno Raberg, Dave Samuels, Ken Pullig e Ed Tomassi. Está ligado à atividade pedagógica desde 2000, tendo já lecionado em diversas instituições, quer aulas regulares quer masterclasses. É, presentemente, professor na Escola Superior de Música de Lisboa, na Universidade de Évora, na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal Luiz Villas-Boas (Lisboa) e na Escola de Música da Fábrica do Braço de Prata. Faz parte de várias formações, como Nuno Costa Quinteto, Jeery Davis Quinteto, Saga Cega, NoA, Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, ThE SPiLL, Quinteto Ricardo Pinto, César Cardoso Ensemble, Mad Nomad, The Last Minute Experience e Joana Machado, e é mentor de projetos como o seu próprio trio e um projeto de filmes-concerto. Como sideman, toca e/ou já tocou com André Fernandes, Nelson Cascais, João Firmino, Afonso Pais, Paula Oliveira, Marta Hugon, Mariana Norton, Sara Serpa, Sofia Ribeiro, David Binney, José Pedro Coelho, João Guimarães, Ohad Talmor, Gonçalo Prazeres, Paulo Gaspar, Bernardo Moreira, Miguel Amado, Dan Weiss, João Lencastre, Lithium, Reunion Big Band, Coro Gulbenkian e QuadQuartet, entre muitos outros.

LUÍS CANDEIAS licenciou-­se em Jazz/Bateria no Conservatório de Amesterdão, em 2008. Realizou diversos workshops e classes de aperfeiçoamento com figuras, como Aaron Goldberg, Ali Jackson, Omer Avital, John Ellis, Matt Penman, Gerald Cleaver, Greg Tardy, Jonathan Kriesberg, Gary Versace, Rufus Reid, Bruno Pedroso, Billy Hart, Pedro Madaleno, Jim Black, Terri Lyne Carrington, Kurt Rosenwinkel, Peter Erskine, Richard Bona, John Clayton, Martijn Vink, Greg Bissonette, Marcel Serierse, Victor Oskam, Steve Cardenas, John Taylor, Kiko Feirtas, Nelson Faria e SF Jazz Collective. Realizou digressões em Portugal, Noruega, Holanda e Luxemburgo com Fundbureau, concertos no Festival jazz.pt e no CCB. Fez digressões em Portugal com o pianista italiano Franco Piccinno e com o pianista neo­zelandês Duncan Haynes. Participou em concertos com a pianista Paula Sousa, nomeadamente no Hot Clube de Portugal, Seixal Jazz e Festival de Jazz JACC, digressões com Mr. Eart na Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Suíça, concertos com Vasco Agostinho (um dos quais no Festival de Jazz JACC), concertos em Portugal com o trombonista francês Michael Joussin, com o baixista Eddy Slap (um dos quais com o projeto BassaB no Festival Jazz no Mar Alto). Tocou ainda com Boss AC (Portugal e Cabo Verde), Trisonte (Portugal e Espanha), Hybrid Jazz Project (Festival de Jazz de Valado dos Frades), a saxofonista Christine Corvisier (França), o guitarrista britânico Jonny Philips, o quarteto do saxofonis­ ta Jasper Blom com Jesse van Ruler e Frans van der Hoeven (Holanda) e o saxofonista italiano Francesco Bearzzatti.

HUGO ANTUNES estudou na Escola Luís Villas Boas, Hot Club de Portugal (2000). Em 2004 participa na orquestra de improvisação orientada por Adam Lane, organizada pelo Jazz ao Centro Clube. Em 2005 é admitido no Conservatório de Amesterdão, curso de Jazz, instrumento contrabaixo, onde estuda com o professor Franz Van Der Hooven, e, em 2006, frequenta workshop da Berkley em Peruggia. Faz uma digressão em França com cantora Violette de Bartillat (2007); participa na orquestra de improvisação orientada por Michael Attias, organizada pelo Jazz ao Centro Clube (2008). Ainda em 2008 é convidado como professor de contrabaixo e baixo elétrico na Escola de Artes de Sines e em 2009 recebe uma bolsa INOVART para internacionalização de carreira a partir de Bruxelas, onde frequenta o Conservatório de Bruxelas, curso de Jazz, instrumento contrabaixo, onde estuda com o professor Christophe Walleme. Em 2012 e 2013 participa em ensembles conduzidos por Evan Parker. Foi professor em Antuérpia na escola Jazz Studio, entre 2014 e 2016 e na Escola de Jazz Fábrica Braço de Prata, entre 2018 e 2019. Trabalha com as bandas Mad Nomad, RAN e Space Quartet (Rafael Toral), tendo já trabalhado com as bandas Toranja, Loopless, Pilar, Viviane, Nástio Mosquito DZZZZ Band, Ih8 Camera, Rudy Trouvé, Embracing Franki, Velkro, Scott Fields Freetet, Mount Meru, Sun 7 e Jel.

ANDRÉ PINHEIRO AKA “APACHE” é natural de Aveiro, e após uma breve incursão sem frutos pela guitarra elétrica, começa na produção musical por influência do seu primo Rui Pité (Dj Riot dos Buraka Som Sistema) pouco tempo após entrar no curso de Som e Imagem da ESAD (Caldas da Rainha). É nas Caldas da Rainha que tem alguns projetos pontuais e desenvolve a sua bagagem cultural para variadíssimos campos artísticos. Após terminar o curso de Som e Imagem e estagiar num estúdio de gravação em Alcabideche, muda-se para a Amadora. Juntamente com o seu outro primo, Miguel Pité, e Pedro Silva (Drupez), cria o projeto Macacos do Chinês, a quem mais tarde se junta Alexandre Talhinhas (Dj Al:x, guitarra elétrica e produção) e Tiago Morna (Guitarra Portuguesa e génio criativo). Mais tarde cria um programa de rádio acerca da cultura Bass Music chamado “Fala Baixo” com a duração de 2 anos na rádio Vodafone. Hoje em dia trabalha pontualmente no estúdio Blacksheep Studios e trabalha no seu home studio. Como ocupação principal atualmente tem o seu projeto musical de Hip hop/Eletrónica Alternativo, juntamente com André Madeira e Miguel Pité, MGDRV (megadraive). Em part-time dá aulas de produção musical numa escola em Lisboa. Colabora com artistas como Nástio Mosquito, na criação de podcasts e áudio/arte. André é um autodidata multi-instrumentista (não ficando apenas na música, mas também no Vj, 3d, ilustração, design, lutier, edição vídeo e pós-produção, etc.), embora seja se calhar mais proficiente no seu ouvido e gosto pela expressão musical. Faz também parte do projeto Mad Nomad de Catarina Santos, estando à sua responsabilidade os samples e máquinas diversas nas atuações ao vivo.

©Fotografia FILIPA ÁVILA e JORGE SOL PHOTO

MÚSICA

2O22 | JUN O3

SEX – 21HOO

AUDITÓRIO

12€ | DESCONTOS APLICÁVEIS

75 MINUTOS

[JAZZ. HIP HOP. SPOKEN WORD]

M/O6

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