A expressividade da maternidade africana

A EXPRESSIVIDADE DA MATERNIDADE AFRICANA

African Arte Lisboa

Com esta exposição, a Galeria African Arte Lisboa pretende dar a conhecer ao público em geral as semelhanças existentes na representação da maternidade entre os diferentes povos africanos. A exposição contará com peças do Povo Dogon, do Povo Senufo, do Povo Baule, do Povo Bamana e do Povo Tchokwe. O conceito de maternidade, na arte tradicional africana, é um tema que se sobressai em praticamente todos os grupos tribais, sendo que é frequentemente explorado em esculturas figurativas que expressam preocupações com a fertilidade e continuidade, porque o papel principal da mulher africana é engravidar, dar à luz e educar as crianças. Todas as mulheres são encorajadas a casar e ter filhos para expressar a sua feminilidade ao máximo. A base do casamento em muitos povos africanos, implica a transferência da fertilidade de uma mulher para o grupo familiar do marido. A prevalência do tema da maternidade atesta a importância das mulheres e das crianças para a continuidade de cada um dos povos, sendo que a maternidade em África é vista como um papel de dádiva e por esta razão, considerada sagrada. A reverência e o reconhecimento da posição das mulheres e da maternidade é fulcral para a iconografia da fertilidade, cura e objetos de poder. Este tema do poder transportado através do contacto com a figura da maternidade repete-se através de imagens semelhantes entre os povos Bamana, Baulé, Dan, Dogon, Senufo e Chokwe, representados nesta exposição.

Curiosidades:
Quando um casal não pode ter um filho, ou o seu filho morre, a mulher é considerada responsável. Uma mulher sem filhos tem uma cicatriz que nada pode apagar. Ela, a sua família e familiares sofrem por isso, uma humilhação irreparável. As imagens de mães e crianças são formas de arte icónicas que celebram os fenómenos biológicos do parto e da educação. Ao mesmo tempo, são expressões profundamente culturais com dimensões espirituais, cosmológicas e políticas, demonstrando a importância da fecundidade para a mulher.
 
Fundada em 1998 na cidade do Porto por Seydou Mamadou Keita, a Galeria African Arte chega à capital em 2019 com o nome de Galeria African Arte Lisboa pelas mãos de Maria Brito e Paulino Semedo, com o objetivo de ser um ponto de referência para todos os amantes da arte africana.
 

EXPOSIÇÃO

2021 | MAI 08 a 30

TER a SÁB – 14H30 às 18H00

FOYER

ENTRADA LIVRE

M/3

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