Deixa-me errar esta dança

DEIXA-ME ERRAR ESTA DANÇA

de Isadora Dantas

É uma peça de dança em dois atos. Um ato solo imprevisível que traz a ventania e a alegria de existir, o próprio pulsar da existência num contínuo aparecer da poesia em gesto…um corpo agora inquieto que, entretanto, não abandona o silêncio de ser…sempre tecido pela própria dança. No segundo ato dois corpos insaciáveis balançam entre o riso, o ordinário e o absurdo trazendo, em meio a amontoados de coisas empilhadas, o aparecer em fala e em dança da vibração específica deste encontro descarado e incontornável.

Isadora Dantas é bailarina, investigadora curiosa da dança e também criadora de roupas. Nasceu em 1995 em Marília, interior de São Paulo, Brasil e foi com a sua mãe Leila que começou a dançar ballet clássico. Caminhou sempre com a dança. A morar em São Paulo, mergulhou na dança jazz e no sapateado e os ritmos desses encontros continuam no corpo. Formou-se em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC/SP e desse caminho brilha o encontro em dança com Zélia Monteiro e em escrita com Christine Greiner. Veio para Lisboa integrar o programa de formação/investigação O Risco da Dança (2017-2018) no c.e.m – centro em movimento. Em estágio profissional com o c.e.m, atravessou a FIA – Formação Intensiva Acompanhada (2019) e o convite à prática imersiva em cidade-corpo, a DEMORA, desde 2018. Desde 2018 faz parte do coletivo performativo Pátio – Como viver juntos mais que um? com apresentações públicas regulares. Em 2019 esteve por dentro do festival Pedras19 – “Talvez o nada possa ser alguma coisa?” com o convite dançado “Ponto de encontro para o encontro”, nos arcos do Terreiro do Paço. Desde então integra a equipa de fundo do c.e.m. Nesse ano, ajardinou uma janela de prática-sonho-criação chamada “Dançar com coisas”, prática com a qual também se aventurou a acontecer na rua. Com o acompanhamento da Bolsa Jovens Criadores 2020 do Centro Nacional de Cultura abriu a dança do Pedras20 – “Don’t feed the meaning” ao longo dos dias do festival, em diferentes lugares das ruas de Lisboa, no exercício de comunicar a dança onde ela pudesse aparecer.

DANÇA

2O22 | ABR O9 e 1O

SÁB – 19H3O
DOM – 16H3O

SALA EXPERIMENTAL

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