Manifesto of the New Clubbing

MANIFESTO OF THE NEW CLUBBING
C’est La Cata

DANÇA

MAI 09

SÁB – 21H30

AUDITÓRIO

6€ [PREÇO ÚNICO]

60 MINUTOS

M/12

Bilhetes brevemente disponíveis em:Bilheteira Online - Comprar Bilhetes

Iniciar num lugar de prazer puro e conforto inserido numa festa casual que brevemente se desenvolve para um lugar de perigo e pânico.
Convite para visualizar a Sala de Pânico como um oposto ao lugar seguro. Torna-se pior que o perigo; um indivíduo entra neste espaço na procura de proteção, no entanto, verifica-se que aquilo que é encontrado é pior do que a realidade existente no exterior do mesmo.
Da mesma forma que a noite é para alguns o sítio que construímos para nós próprios, esta é um sítio onde podemos ser selvagens, violentos, envoltos num amor tal que nos torna capazes de devorar o outro. Um sítio na penumbra que nos permite ver o mundo à nossa volta de forma mais clara e aceitá-lo, porque tanto somos livres para viver na nossa própria pele como somos para experimentar qualquer outra. O que há de errado connosco não posso responder, mas o que há de errado contigo é algo que o projeto propõe questionar.

No que diz respeito à composição visual, esta é um manifesto, mas não é um manifesto, pois clubbing não se caracteriza por manifesto. Qual a essência de clubbing? Qual é o novo clubbing? Quais são as regras?
Escrever um guia com regras para os clubbers. Flyers. FAZ ISTO. NÃO FAÇAS AQUILO. QUESTÕES. ORDENS. O QUE ACONTECERIA SE FIZESSES ISTO. SUGESTÕES. O Guia para a festa: explicar as regras antes da performance. Ou. Sem aviso da performance. A festa está a acontecer e a performance inicia dentro da festa.

Num ambiente de clubbing vamos para estar sós, no entanto, o isolamento está dependente daqueles que nos rodeiam. Um mergulhar conjunto. Cada pessoa está por si como se o outro não estivesse lá. Não os vemos assim como eles não nos veem a nós. Mas assim que os vemos, o que acontece? O que acontece se nós os vemos e eles não nos veem a nós? O que acontece se eles nos veem e nós não os vemos a eles? O que farias para os fazeres verem-te? O que farias para os ignorares? Há tanta violência presente no não ver o outro. Ou de os ver como objetos. É isto mesmo que cria guerras. Matar por terra. Fomos treinados para não ver o outro. Fomos treinados para não ver. O que acontece quando se vê? Tudo perde a sua ordem. Tudo o que acontecia anteriormente perde a sua ordem. Agora que vemos é a ordem orgânica natural que poderemos perceber como caos, pois fomos programados para não ver. O que acontece àqueles que são estritamente convencionais? Num mundo de clubbing, nada será tido como errado. Tudo pode acontecer aqui. O que constitui o próprio perigo. Captação da violência, da ternura, do ódio, do amor, da impetuosidade, da inocência, reunidos num mesmo lugar.
Depois de todo o ruído, o que fica?

Catarina Teixeira trabalha atualmente como intérprete de dança contemporânea e criadora emergente. Formada no Balleatro Escola Profissional, Porto, e na Formação Olga Roriz em Lisboa. Recentemente, terminou a formação Performact - onde teve a oportunidade de colaborar com coreógrafos internacionais, como Dymitry Szypura, Inaki Azpillaga, Ted Stoffer, Luke Jessop, Rob Hayden, Rakesh Sukesh, Jos Baker, Gonçalo Lobato, Marco da Silva Ferreira.
Direção Artística de “Manifesto of The New Clubbing”(2020), colaboração com FOQUE (música) e Pablo Koury (produtor de filmes). Composição coreográfica de “Scuro” (2020), interpretado por João Cardoso. Coreógrafa convidada para Performact – Untamed Productions (Torres Vedras). Direção artística de “Ode” (2019), em colaboração com FOQUE. Coreografou “Portrait of Nobody” (2019), em colaboração com Lisa Bless. Intérprete em “Oniriabilia” (2019), coreografado por Malgorzata Sus, em Residência Inestética no Palácio do Sobralinho. Estagiária na criação “United Space of Ambivalence” (2018), por Maté Meszaros. “Minus” (2018), uma colaboração com o músico Diogo Flores. Coreografou “Unbearable Innocence” (2018), uma peça para cinco mulheres, “Restless Legs” (2018), e “Casta Diva” (2017), durante o curso Performact. Participou em workshops dirigidos por Tom Weksler, Anton Lachky, Laura Aris, Fighting Monkey, Flying Low with David Zambrano, Matt Mulligan, Winston Reynolds, Summer Intensive in Torres Vedras por Untamed Productions.

Luís Leitão, formado na Academia Contemporânea do Espectáculo, desenvolveu trabalho na área durante um ano levando teatro de marionetas às escolas da cidade do Porto. Frequentou a Escola Superior de Teatro e Cinema. Em paralelo manteve o projeto “Baixo Soldado” com o qual tocou na Festa do Avante 2015, Indie Music Fest 2015 e Queima das Fitas de 2015. Em 2017, criou o projeto FOQUE e lançou o primeiro EP. Conta com presença no Caldas Late Night 2017, Ginga Beat (Vodafone FM) e fez parte da curta-metragem “Fenomenologia da Alma” exibida no FECIBogotá - Festival Internacional de Cinema Independente de Bogotá, como músico/sonoplasta. É também músico de cena/criador do espetáculo de teatro de rua Samsara, com o qual marcou presença no ano de 2017 no Fresh Street (Sta. Maria da Feira), Ovar em Festa, Festiteatro (Esposende) e Festival Internacional de Setúbal. Criou e interpretou música ao vivo para o espetáculo de dança vertical “Imortella” (S. João da Madeira). Foi também cocriador da Festa de Encerramento do Festival Bons Sons 2018 (Cem Soldos).
FOQUE. Assim se intitula o projeto a solo de Luís Leitão. Este apresenta-se com um heterónimo, de modo a canalizar todo o seu trabalho musical num só foco. Lançou o primeiro EP no início do ano de 2017. Este nasceu da necessidade de ter independência musical e de largar, não as guitarras nem as baterias convencionais, mas o rock em geral, onde havia estado embrenhado grande parte da sua vida. É um projeto que se ramifica pelos mais diversos campos, encarando diversas facetas. Insurge-se como músico no conceito tradicional de concerto a solo (CABUM), no concerto com banda (CABUM Live Band) e como produtor para o formato clubbing (Live Set). Desenvolve também trabalho como músico de cena (Samsara) e como sonoplasta (Kairós, ...).

Pablo Koury (Rio de Janeiro, Brasil), um fotógrafo, produtor de filmes e diretor de arte. A sua jornada na fotografia começou em 2010 como assistente dos fotógrafos comerciais e de estúdio Marcia Ramalho e Milton Montenegro e, desde então, nunca parou. Formou-se na Escola de Cinema Darcy Ribeiro em 2014 (Escola de Cinema no Rio de Janeiro) e Design Gráfico na Gold Coast Austrália (Universidade Bondi 2009). Morou e trabalhou em várias cidades do mundo, de Nova Iorque a Honolulu, Rio de Janeiro, São Paulo, Tóquio, Lisboa. É um prazer compartilhar a sua paixão e fazer colaborações. Desde que comprou uma passagem de avião em 2016, não voltou para sua cidade natal. Viajou e morou em onze países, trabalhou principalmente em Nova Iorque, Havai e Lisboa, como fotógrafo, realizador e professor.

Direção Artística CATARINA TEIXEIRA
Composição Sonora FOQUE
Composição Visual PABLO KOURY
Apoio ao Desenvolvimento do Conceito AMIT SCHARF
Performers [Cast Original] - Alunos do Performact: ANNA DISSE, EMILY JESSOP, GREGOR PISKERNIK, JULIE STAMM, MAJA KUBALANCA, MARLEN PLUGER, MAXIME RENAUD, NITZAN SHAFRAN, REBBECA LANG, WILLA FAULKNER, EVIE COUSINS, LEON STILLE, MARIA ELIZA TREFAS, MISUKI KORI e PAULINA BEDKOWSKA
Residência Artística PERFORMACT