Gertrude Stein e Acompanhante

GERTRUDE STEIN E ACOMPANHANTE
ESCOLA DE MULHERES

TEATRO

ABR 25 e 26

SÁB – 21H30
DOM - 16H30

AUDITÓRIO
10€ | DESCONTOS APLICÁVEIS

80 MINUTOS
M/12

Bilhetes brevemente disponíveis em:Bilheteira Online - Comprar Bilhetes

Fernanda Lapa encena a peça de Win Wells que foi buscar o título a Ernest Hemingway: “Gertrude Stein and a Companion”. Em cena, um diálogo improvável entre a escritora e poetisa americana Gertrude Stein, já falecida, e a sua companheira de 36 anos de vida, Alice B. Toklas, que a convoca para dar opiniões sobre os seus assuntos preferidos: ela própria, a literatura, a pintura, as artes. As duas personagens interpretam, várias vezes, outras personagens que com elas conviveram, como o irmão de Gertrude, Leon, Picasso, Mabel Dodge, entre outras. A peça recua e avança desde o primeiro encontro entre ambas até às suas mortes. Mais do que uma peça gay, como tem sido considerada, é um espetáculo sobre uma relação amorosa que nos apresenta personagens marcantes da cultura mundial. A adaptação de A Escola de Mulheres tem tradução de Fernando Villas-Boas e música de Nuno Vieira de Almeida, que, em palco, ao piano, comenta a ação com peças musicais do período Modernista e de compositores que conviveram com as duas, Stein e Toklas.

Autoria WIN WELLS
Tradução FERNANDO VILLAS-BOAS
Encenação, dramaturgia e versão cénica FERNANDA LAPA
Espaço cénico e figurinos ANTÓNIO LAGARTO
Interpretação CUCHA CARVALHEIRO, LUCINDA LOUREIRO e NUNO VIEIRA DE ALMEIDA (ao piano)
Desenho de Luz PAULO SANTOS
Fotografia MARGARIDA DIAS
Assistência de encenação MARTA LAPA
Mestra de guarda-roupa ALDINA JESUS
Assistente do espaço cénico JESÚS MANUEL
Direção de produção RUY MALHEIRO
Coprodução ESCOLA DE MULHERES e SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL
67ª PRODUÇÃO ESCOLA DE MULHERES

ESCOLA DE MULHERES
A Escola de Mulheres – Oficina de Teatro, cujo nome foi beber inspiração à peça de Molière “L’école des femmes”, foi criada em 1995 em Lisboa por um conjunto de mulheres de gerações diferentes e experiências diversas e reconhecidas, mas com o sentimento comum do papel de subalternidade a que a mulher tem sido reduzida no Teatro português, quer na condução dos processos criativos, na política de repertórios ou no relacionamento com os poderes instituídos, bem como, de um modo geral, nas tarefas que envolvam poder de decisão. Pretende-se privilegiar a criação e o trabalho feminino no Teatro e promover e divulgar uma nova dramaturgia de temática e escrita femininas, quer nacional, quer estrangeira, na medida em que o repertório habitualmente representado nos nossos palcos não reflete, em nosso entender, o papel que nas últimas décadas a Mulher tem vindo a desempenhar, assim como as novas contradições que daí advêm, vinculando quase sempre pontos de vista masculinos sobre as mulheres e reproduzindo universos tipicamente mas-culinos. A 8 de Março de 1995 a Escola de Mulheres apresentou publicamente o seu manifesto por ocasião de um espetáculo a partir de textos de autoras portuguesas e que decorreu na Sociedade Portuguesa de Autores. A Direção Artística da Escola de Mulheres está a cargo de Fernanda Lapa e Marta Lapa. Em todos os projetos a equipa é complementada com muitos outros profissionais de diferentes áreas artísticas e técnicas – interpretação, encenação, cenografia, figurinos desenho de luz, produção, equipas de montagem...